Após o feriado de 4 de Julho nos Hamptons, uma mulher de 75 anos e sua neta de 16 anos estavam aproveitando uma tranquila viagem de hidroavião de volta a Manhattan, em Nova York (EUA), até os últimos 15 segundos.
Foi quando a aeronave de dez lugares caiu repentinamente no rio East, tombando para um lado, com a asa submersa.
Elas foram resgatadas do rio, neste domingo (5), junto com outros quatro passageiros, um piloto e um tripulante, segundo autoridades do Corpo de Bombeiros de Nova York e entrevistas com a mulher, Ada Todd, e sua neta, Khloe Todd, que filmou o acidente com o celular.
“Eu queria que ela tivesse uma experiência, mas essa experiência foi muito ruim”, disse Ada Todd, que já havia viajado de hidroavião antes. “Graças a Deus estamos vivas.”
Nenhum dos passageiros ficou gravemente ferido, disseram as autoridades. A avó disse que sua cabeça latejava e suas costas doíam.
O avião fez um pouso forçado, fazendo com que uma escora da asa —suporte que se conecta à fuselagem— se partisse, de acordo com a Administração Federal de Aviação, que está investigando o incidente.
O avião, que partiu de East Hampton por volta das 11h15 (hora local), estava se dirigindo à base de hidroaviões Skyport, por volta do meio-dia (hora local), quando atingiu uma onda durante o pouso, fazendo com que a aeronave capotasse parcialmente, disseram bombeiros e policiais.
O avião sacudiu violentamente ao tocar a água, mostram as imagens. O piloto gritou “Mayday, mayday, mayday” (código para emergências graves em aviões) enquanto os instrumentos da aeronave começavam a apitar.
Várias pessoas ofegaram, mostram as imagens. Todd agarrou o assento à sua frente. “O que aconteceu?”, disse ela, em pânico.
Em 90 segundos, barcos do corpo de bombeiros e da polícia chegaram ao avião.
“Sem eles, eu nem sei como teria sido lá fora”, disse Khloe. “A forma como eles responderam tão rapidamente nos salvou.”
Marcus Hurlburt, 39, disse que estava correndo ao longo do rio East, a cerca de um quarteirão de distância, quando viu o avião se aproximar da zona de pouso e bater na água com a asa esquerda.
“O piloto fez um ótimo trabalho para garantir que não virasse”, disse ele.
“Ele fez igual ao Sully”, acrescentou, referindo-se ao piloto Chesley B. Sullenberger 3º, que pousou um jato comercial no rio Hudson em 2009, salvando todas as 155 pessoas a bordo. “Fiquei muito impressionado que o piloto não deixou afundar.”

