ONU envia 10 mil bolsas mortuárias para atender a Venezuela

A ONU enviou 10 mil bolsas mortuárias para a Venezuela em resposta aos terremotos que já deixaram 1.719 mortos. A expectativa é que o número de vítimas aumente, com cerca de 50 mil pessoas ainda desaparecidas.

A Organização das Nações Unidas (ONU) reforçou a resposta humanitária aos terremotos que devastaram a Venezuela com o envio de 10 mil bolsas mortuárias. A medida acompanha o avanço da tragédia, que já deixou 1.719 mortos, segundo o balanço divulgado pelo regime venezuelano nesta segunda-feira, 29.

Apesar do número oficial, a expectativa é que o total de vítimas aumente à medida que as equipes de resgate avançam nas áreas destruídas. A ONU calcula que aproximadamente 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas.

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Equipes de resgate trabalham em meio aos escombros na região de La Guaira, na Venezuela | Foto: Reprodução/X
Equipes de resgate trabalham em meio aos escombros na região de La Guaira, na Venezuela | Foto: Reprodução/X

Os trabalhos de identificação dos mortos também seguem em ritmo intenso. Imagens registradas no sábado, 27, mostram dezenas de corpos enfileirados em sacos mortuários, enquanto familiares aguardam notícias de parentes desaparecidos.

Tremores provocaram destruição em diferentes regiões

A sequência de terremotos começou na quarta-feira 24, quando um abalo de magnitude 7,1 atingiu a região de Morón, no norte venezuelano. Pouco tempo depois, um segundo tremor, de magnitude 7,5, ampliou os danos.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou que o primeiro terremoto ocorreu a cerca de 21 quilômetros de profundidade, condição que aumentou os efeitos do abalo nas cidades próximas ao epicentro.

Na capital, Caracas, moradores registraram edifícios danificados e grandes nuvens de poeira provocadas pelos desabamentos. Os tremores também alcançaram diferentes regiões da Colômbia, segundo o Serviço Geológico Colombiano.

Os abalos ainda levaram o Centro de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos a emitir um aviso para áreas costeiras localizadas em um raio de até 300 quilômetros do epicentro, incluindo regiões próximas a Porto Rico e às Ilhas Virgens Americanas. Mais tarde, o órgão descartou risco relevante para áreas mais distantes.

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