O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em cerimônia no dia 1º de julho, deu início às obras da Ponte Salvador-Ilha de Itaparica, afirmando sobre os riscos de aumento do crime organizado e da especulação imobiliária. Lula elogiou a tranquilidade da ilha, que não enfrenta os mesmos problemas de violência das grandes cidades.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira, 1º, que a construção da Ponte Salvador-Ilha de Itaparica poderá impulsionar o desenvolvimento da região, mas também abrir espaço para o avanço do crime organizado e da especulação imobiliária.
A declaração ocorreu durante a cerimônia que marcou o início oficial das obras, em Vera Cruz, na Bahia. Segundo o petista, a geração de empregos e o crescimento econômico exigirão atenção para que a ilha mantenha suas características atuais.
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“Daqui a pouco entra tudo que é tipo de gente aqui”, disse. “Junto com o emprego vem o bandido, o crime organizado e a especulação imobiliária. E a vida de vocês, ao invés de ficar tranquila, vira um inferno. Cuidar do povo significa também cuidar da paz”.
Lula elogia tranquilidade da Ilha de Itaparica
Durante o evento, Lula afirmou que a ilha ainda preserva um ambiente diferente do encontrado em grandes centros urbanos. O presidente disse que a região não enfrenta os mesmos problemas de violência registrados em outras cidades e chegou a brincar que gostaria de morar no local.
“É importante que a gente saiba que vocês têm aqui um valor que muita gente não tem no mundo, que é a tranquilidade de morar em uma ilha pacífica, que não foi tomada pelo crime organizado e não tem a bandidagem que tem nas grandes cidades”, declarou. “Até eu gostaria de morar aqui. Me dê um Minha Casa, Minha Vida aqui”.
A Ponte Salvador-Ilha de Itaparica integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A obra tem investimento estimado em R$ 11,6 bilhões, custeado com recursos públicos.
Segundo o governo federal, o empreendimento deve gerar milhares de empregos e reduzir o tempo de deslocamento entre Salvador e o sul da Bahia. Além disso, o projeto vai impulsionar o turismo e a logística regional. A expectativa é que a obra leve desenvolvimento econômico para cerca de 250 municípios baianos.
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