O Reino Unido anunciou, em 30 de outubro de 2023, um aumento de £ 15 bilhões (cerca de R$ 102 bilhões) nos gastos militares, o maior desde o fim da Guerra Fria, para ser investido nas Forças Armadas nos próximos quatro anos. O primeiro-ministro Keir Starmer justificou a medida como resposta ao aumento das ameaças à segurança na Europa, citando a guerra entre Rússia e Ucrânia. O plano eleva o orçamento de defesa para cerca de £ 80 bilhões até 2029, mas ainda fica abaixo da meta da Otan.
O Reino Unido anunciou nesta terça-feira, 30, o maior aumento dos gastos militares desde o fim da Guerra Fria. O governo destinará £ 15 bilhões, equivalente a cerca de R$ 102 bilhões, adicionais às Forças Armadas nos próximos quatro anos. O plano amplia os investimentos em tecnologia militar, drones, inteligência artificial e armamentos de longo alcance.
O primeiro-ministro Keir Starmer apresentou a iniciativa como uma resposta ao aumento das ameaças à segurança na Europa. O governo cita a guerra entre Rússia e Ucrânia e o novo cenário geopolítico como fatores que exigem uma modernização das capacidades militares britânicas.
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O plano elevará o orçamento anual de defesa para cerca de £ 80 bilhões até 2029. Mesmo assim, o investimento representará 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, abaixo da meta de 3,5% estabelecida pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para os países-membros até 2035.
Reino Unido amplia capacidade militar
O programa concentra recursos em áreas consideradas estratégicas para os conflitos atuais. O governo investirá cerca de £ 5 bilhões, aproximadamente R$ 34,25 bilhões, em drones, veículos autônomos e sistemas de inteligência artificial aplicados à defesa. Também destinará recursos para mísseis de longo alcance, produção de munições e modernização das bases militares.
Outra prioridade será o programa nuclear britânico. O governo pretende investir aproximadamente £ 63 bilhões, aproximadamente R$ 430 bilhões, em submarinos, ogivas e infraestrutura ligada à dissuasão nuclear. O plano também prevê a compra de caças Lockheed Martin F-35 Lightning II com capacidade para transportar armamentos nucleares táticos.
Segundo o governo, a estratégia também fortalecerá a indústria de defesa e deverá criar cerca de 60 mil empregos em todo o país.
Plano ainda gera críticas
Especialistas e integrantes da oposição afirmam que o investimento representa um avanço, mas não elimina as deficiências das Forças Armadas britânicas. Eles avaliam que o financiamento ainda não acompanha o ritmo das mudanças no cenário internacional nem atende integralmente aos compromissos assumidos pelo país na Otan.
O governo também confirmou que parte dos recursos virá do remanejamento de verbas originalmente destinadas a infraestrutura, energia e transporte. Para Starmer, a mudança representa uma escolha necessária diante do aumento das ameaças à segurança europeia.
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