A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a terceira fase da Operação Rent a Car para aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo parlamentares em Goiás e Minas Gerais. Batizada de Operação Galho Fraco II, a ação apura suspeitas dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.
As medidas judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal e estão sendo cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. O objetivo é coletar e preservar provas que possam reforçar o andamento das investigações conduzidas pela Polícia Federal.
“As investigações apontam indícios de possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas supostamente utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos. Há também indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual”, explicou a Polícia Federal em um comunicado.
As primeiras imagens das apreensões realizadas pelos agentes mostram quantias em espécie de real escondidas em livros falsos e um relógio de luxo.
Nas etapas anteriores da Operação Rent a Car, a Polícia Federal encontrou supostas irregularidades na contratação de uma empresa de locação de veículos com recursos da cota parlamentar envolvendo os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e Carlos Jordy (PL-RJ). No entanto, ainda não há informações se eles são alvos novamente.
A Gazeta do Povo entrou em contato com os deputados para se pronunciarem sobre esta nova fase da operação e aguarda retorno.
De acordo com a investigação, o foco agora está em aprofundar a análise sobre o fluxo do dinheiro e a participação dos envolvidos no suposto esquema.
Mais informações em instantes.


