Sánchez lidera protestos e contesta vitória de Fujimori no Peru

Neste sábado, 27, o candidato de esquerda à Presidência do Peru, Roberto Sánchez, liderou uma manifestação em Lima para contestar os resultados do segundo turno das eleições, que apontam a vitória da candidata de direita Keiko Fujimori. Com 99,97% das atas apuradas, Fujimori soma 50,13% dos votos, enquanto Sánchez tem 49,86%, uma diferença de cerca de 49,2 mil votos, considerada irreversível.

Sem apresentar provas, o candidato de esquerda à Presidência do Peru, Roberto Sánchez, liderou, neste sábado, 27, uma manifestação em Lima para contestar o resultado do segundo turno das eleições presidenciais. A apuração aponta vitória da candidata de direita Keiko Fujimori.

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Cercado por centenas de apoiadores, Sánchez voltou a exigir transparência na contagem dos votos e afirmou que recorrerá a organismos internacionais. Segundo a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (Onpe), Keiko soma 50,13% dos votos válidos, contra 49,86% de Sánchez, com 99,97% das atas apuradas.

A diferença entre os candidatos é de pouco mais de 49 mil votos, considerada irreversível pela Onpe. A manifestação foi convocada pelo partido Juntos pelo Peru sob o lema “Defesa do voto popular”.

Ao longo do percurso pelo centro da capital peruana, os manifestantes entoaram o slogan: “O voto não se vende, o voto se defende.”

Antes do início da caminhada, Sánchez discursou da sacada de um prédio para seus apoiadores. Ele disse: “Exigimos transparência no processo eleitoral”, e afirmou que o partido buscará apoio de instâncias internacionais para contestar o resultado.

Protestos de Sánchez

Esta foi a segunda mobilização organizada pelo partido desde a divulgação dos resultados preliminares do segundo turno, realizado em 7 de junho. Ao longo da semana, Sánchez afirmou que não reconhecerá um eventual governo de Keiko Fujimori.

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O candidato também alegou, sem apresentar provas, que teria havido fraude nos votos registrados por peruanos no exterior.

O histórico político do Peru

O Peru vive um cenário de instabilidade política desde 2016. Nesse período, oito presidentes passaram pelo comando do país.

O segundo turno colocou frente a frente Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), e Roberto Sánchez, considerado herdeiro político do ex-presidente Pedro Castillo. Castillo está preso depois de uma tentativa frustrada de autogolpe de Estado em 2022.

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O vencedor da eleição assumirá a Presidência em 28 de julho, em substituição ao presidente interino José María Balcázar, para um mandato de cinco anos.

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