A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) respondeu às críticas do empresário Paulo Figueiredo, que ironizou sua indecisão sobre participar de um encontro de mulheres conservadoras com Flávio Bolsonaro. Em sua resposta, Damares se apresentou e destacou sua atuação política de direita, afirmando que enfrenta pedófilos e o crime organizado. Ela convidou Figueiredo a visitar seu gabinete em Brasília para entender sua luta contra a esquerda.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) rebateu as críticas do empresário Paulo Figueiredo neste sábado, 27. Este ironizou declaração da parlamentar de que ainda não havia decidido se participaria do encontro de mulheres conservadoras organizado pelo pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
“Se fosse da Janja ou da Maria do Rosário, estariam todas unidas, certo?”, escreveu Figueiredo na sua conta do X, ao sugerir que a senadora participaria de um evento de mulheres da esquerda, como a primeira-dama e a deputada do PT. Damares, porém, respondeu à publicação se apresentando ao empresário e reforçando sua atuação política de direita.
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“Sou uma mulher que por causa de sua coragem foi escolhida pelo maior líder de direita do país e pelo maior presidente da República para ser sua ministra”, escreveu a senadora. Em seguida, ela convidou Figueiredo para conhecer seu gabinete em Brasília.
“Quando vier ao Brasil venha passar um dia aqui comigo em meu gabinete pra você entender um pouquinho o que é batalha contra o mal de verdade, pra vc ver como se enfrenta [sic] bandidos de verdade, como é que se faz oposição a [sic] esquerda sem agredir a honra ou a moral das pessoas”, continuou Damares. “Venha mesmo me visitar, mas só venha se tiver coragem pois aqui as batalhas são reais. Estou lhe esperando. Que Deus o abençoe!”
Figueiredo mora nos Estados Unidos e é aliado dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, tendo uma atuação próxima do ex-deputado Eduardo Bolsonaro com o governo norte-americano. Ele, no entanto, não pode viajar ao Brasil porque foi alvo de decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que cancelou seu passaporte.
“Não consigo ir ao Brasil porque o Moraes cancelou o meu passaporte há 3 anos”, respondeu Figueiredo a Damares. “Sabe por que? Justamente porque, mesmo sem ter ou aspirar ter mandato, tenho lutado com todas as forças contra o regime que colocou esse presidente Bolsonaro, que você mencionou, na prisão.”
Em seguida, o empresário afirmou que não tem visto atuação de Damares contra Moraes. Em contrapartida, alegou que percebeu “militância feminista e apoio a alguns projetos bastante esquisitos para nós de direita”. Ao final da resposta, Figueiredo voltou a perguntar se pode contar com o apoio da senadora e a presença dela no evento.
Damares fala de sua trajetória política
Em sua resposta a Figueiredo, a senadora descreveu a sua trajetória política. Ela se definiu como “aquela mulher que enfrenta os pedófilos, os corruptos e o crime organizado de frente sem medo”. Completou que atua “nas ruas, nas comunidades, nos municípios salvando crianças e mulheres de seus agressores”.
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Damares ressaltou que confronta os opositores pessoalmente. “Sou aquela mulher que enfrenta os ideólogos pessoalmente e que não tem medo e nem foge dos adversários. Sou aquela mulher que não fica atrás de um computador mas encara as lutas e demandas em pé, olhando nos olhos dos adversários”, escreveu.
A parlamentar relembrou a sua gestão no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos durante o governo Bolsonaro.
O embate de ambos coincide com divergências internas na ala conservadora. Recentemente, um vídeo mostrou o momento em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro alega uma suposta humilhação por parte de Flávio durante um telefonema. Damares é próxima de Michelle e apoiou a publicação da gravação.
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