A Prefeitura de São Paulo decretou a intervenção na concessionária de ônibus Transunião, nesta quinta-feira, 25, depois de uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil investigar o elo da diretoria com a facção criminosa PCC. O vereador Senival Moura (PT) foi preso sob a acusação de instrumentalizar a empresa para o financiamento do crime organizado. A gestão da frota na Zona Leste passa para a SPTrans por um prazo inicial de seis meses, com Angelo Fede nomeado como interventor. O prefeito Ricardo Nunes assegurou que o transporte diário de 262 mil passageiros não será interrompido e que os direitos dos funcionários e fornecedores estão mantidos.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, determinou o controle do Executivo municipal sobre a concessionária de ônibus Transunião, nesta quinta-feira, 25. A decisão ocorreu depois de uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil que investiga a ligação de diretores da companhia com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A Justiça acatou o pedido dos promotores em uma ação criminal recente.
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A medida transfere a gestão do serviço de transporte coletivo para a São Paulo Transporte S.A. (SPTrans). O poder público assumiu os prédios, os equipamentos e os veículos da frota de forma imediata.
O vereador Senival Moura (PT) foi preso. Ele é apontado como o responsável por abrir as portas da empresa de ônibus para o PCC. Foi o petista quem “instrumentalizou a Transunião para a operacionalização de um sistema financeiro clandestino”, voltado ao suporte econômico de indivíduos ligados a facção criminosa.
A operação da Transunião na Zona Leste
A concessionária possui três garagens e atua na região leste da capital. A companhia opera 50 linhas e transporta cerca de 262 mil passageiros todos os dias. O decreto abrange o funcionamento dos lotes D3 e D7 do sistema municipal. A prefeitura estabeleceu o prazo inicial de seis meses para a duração da intervenção.
Ricardo Nunes assegurou a normalidade dos serviços de transporte para os cidadãos. “É importante dizer, não terá nenhuma situação de paralisação dos serviços. Os funcionários da concessionária e os contratos com fornecedores da empresa também serão mantidos, com seus direitos respeitados, visando garantir o emprego dos trabalhadores e a operação do transporte coletivo público.”
A nova gestão pela SPTrans
A prefeitura designou o servidor Angelo Fede para o cargo de interventor. Ele coordenava o Grupo de Apoio Institucional da Diretoria de Operações da autarquia. O decreto criou também um comitê especial para auxiliar o novo administrador de transporte.
“Um funcionário da SPTrans, que tem 49 anos de empresa, será o interventor, junto com o representante da Procuradoria Geral do Município, da Secretaria da Fazenda, da Controladoria para fazer a gestão”, afirmou Nunes.
O comitê de intervenção conta com representantes de setores estratégicos do governo. O grupo possui integrantes da Controladoria Geral do Município e da Secretaria Municipal da Fazenda. A Procuradoria Geral do Município indicará o último membro da equipe técnica. A SPTrans pode incluir novos profissionais no grupo de apoio.
A Guarda Civil Metropolitana ficará à disposição dos administradores temporários nas garagens. Os agentes de segurança atuarão nas ações demandadas pelo comitê para proteger o patrimônio. Os interventores utilizarão as instalações da empresa para manter os serviços. Os bens retornarão aos proprietários originais depois do término do prazo legal.

