O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou, nesta sexta-feira, 26, aplicar uma tarifa de 100% sobre produtos de países que tributarem serviços digitais de empresas americanas, direcionando sua crítica principalmente a países europeus. Ele afirmou que essa tarifa entraria em vigor imediatamente, anulando acordos comerciais já estabelecidos. A União Europeia havia firmado um tratado em maio que limitava tarifas a 15% ao bloco, mas não abordou a tributação de serviços on-line.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou, nesta sexta-feira, 26, aplicar uma tarifa de 100% sobre produtos de qualquer país que tribute serviços digitais de empresas americanas. Em publicação no Truth Social, ele afirmou: “qualquer país que adotar essa taxa será imediatamente atingido por uma tarifa de 100%”.
A ameaça foi dirigida principalmente a países europeus, que segundo Trump discutem a criação desse tipo de imposto. Ele afirmou que a nova tarifa entraria em vigor de forma imediata e anularia acordos comerciais já negociados com os Estados Unidos.
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A União Europeia fechou, em maio, um acordo que limita a maior parte das tarifas sobre as exportações do bloco a 15%. As negociações começaram depois de um encontro entre Trump e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. O encontro ocorreu em um clube de golfe do republicano na Escócia.
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O acordo, porém, não incluiu as taxas sobre serviços digitais. O tema continua um dos principais pontos de atrito entre americanos e europeus.
Tarifa à Europa reabre disputa sobre tributação de Big Techs
Trump classificou a cobrança como uma forma de discriminação contra empresas de tecnologia americanas. Ele já havia feito promessas semelhantes em agosto do ano passado, quando acusou outros países de tentar prejudicar companhias dos Estados Unidos.
Em 2020, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos já havia investigado nove países europeus por taxas semelhantes.
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O Reino Unido cobra, desde 2020, uma taxa de 2% sobre a receita de buscadores, redes sociais e marketplaces que obtêm valor de usuários britânicos. A cobrança incide principalmente sobre grandes multinacionais, em razão dos limites mínimos de faturamento exigidos.
O governo britânico afirma que a taxa busca corrigir uma distorção. O descompasso ocorre entre o lugar onde as empresas geram o lucro e a nação que cobra o imposto. A medida deve servir de referência para outros países que avaliam tributos parecidos.
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