Israel, Líbano e EUA assinam acordo que abre caminho para tratado de paz

Israel, Líbano e Estados Unidos assinaram em Washington um acordo trilateral que abre caminho para um tratado de paz entre israelenses e libaneses. O documento prevê medidas graduais de segurança, fortalecimento das instituições libanesas e novas negociações. Apesar do avanço diplomático, o processo ainda enfrenta obstáculos, sobretudo pela oposição do Hezbollah.

Israel, Líbano e Estados Unidos assinaram, nesta sexta-feira, 26, um acordo trilateral que abre caminho para um tratado de paz entre israelenses e libaneses. A cerimônia, realizada em Washington, representa o maior avanço diplomático entre os dois países em décadas, depois de meses de confrontos entre Tel-Aviv e o grupo terrorista Hezbollah.

Yechiel Leiter e Nada Hamadeh, embaixadores de Israel e do Líbano em Washington, respectivamente, e Daniel Holler, conselheiro do Departamento de Estado dos EUA, assinaram o documento.

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O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, acompanhou as negociações. Em nota, afirmou que o acordo representa “o primeiro passo para um futuro de prosperidade, segurança e paz para israelenses, libaneses e toda a região”.

Os governos ainda não divulgaram a íntegra do acordo. O documento prevê a adoção gradual de medidas de segurança, o fortalecimento das instituições libanesas e a continuidade das negociações para um tratado de paz definitivo. O Irã, principal aliado do Hezbollah, não participou das negociações nem assinou o texto.

Acordo é firmado depois de meses de conflito

As negociações avançaram depois da escalada militar entre Israel e o Hezbollah. Em junho, os dois lados aceitaram um cessar-fogo mediado pelos EUA, o que abriu espaço para novas rodadas de diálogo.

Segundo o Departamento de Estado dos EUA, o acordo busca “restaurar a soberania do Líbano, ampliar a estabilidade regional e criar as condições para uma paz duradoura”. A nota também afirma que Washington continuará trabalhando com os dois governos para implantar os compromissos assumidos.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou o entendimento como um avanço importante. Ao mesmo tempo, afirmou que as Forças de Defesa de Israel permanecerão em uma zona de segurança enquanto houver ameaça representada pelo Hezbollah.

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