A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) abriu a sessão não deliberativa do Senado Federal, nesta sexta-feira (26), com uma manifestação de solidariedade ao povo venezuelano em razão do terremoto que atingiu o país.
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Durante o pronunciamento na tribuna, a parlamentar mencionou estimativas divulgadas pela imprensa internacional que apontariam entre 10 mil e 100 mil mortos, embora os números ainda não tenham confirmação oficial.
“As imagens que chegam de todos os lugares, as imagens a que nós estamos tendo acesso nos mostram o tamanho e a gravidade que foi o terremoto na Venezuela”, declarou.

A senadora também lembrou que milhares de venezuelanos buscaram refúgio no Brasil nos últimos anos, sobretudo pelas fronteiras de Pacaraima, em Roraima, e pelo Amazonas. Segundo ela, o desastre natural se soma às dificuldades enfrentadas pela população do país vizinho em razão da crise econômica.
Senado presta homenagem às vítimas
Depois do pronunciamento, Damares pediu que os senadores presentes no plenário e os parlamentares que acompanhavam a sessão remotamente participassem de um minuto de silêncio em memória das vítimas. Ela citou nominalmente o senador Eduardo Girão (Novo-CE) e explicou que a homenagem repetia um gesto realizado na véspera durante reunião da Comissão de Direitos Humanos.
O momento também contou com a participação de alunos do ensino fundamental da Escola Classe 308 Sul, de Brasília, que visitavam o Senado. A convite da senadora, os estudantes permaneceram de pé, com a mão sobre o peito, durante a homenagem.
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Dirigindo-se às crianças nas galerias, Damares destacou o significado do ato: “Eu quero que vocês imaginem, crianças, quantas crianças hoje estão chorando na Venezuela”.
“Obrigada por estarem conosco exatamente neste momento histórico do Senado”, prosseguiu. “Vai ficar registrado na história que vocês estavam aqui na hora que esta Casa parou, ficou em silêncio e rezou pelo povo.”
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Ao encerrar o pronunciamento, a parlamentar ressaltou que as equipes de resgate ainda trabalham entre os escombros e que o número de vítimas permanece indefinido.
“Se fosse uma única pessoa que tivesse morrido, já seria demais”, declarou Damares. “Porque eu creio que uma vida vale mais que o mundo inteiro.”

