Principal adversário do Partido dos Trabalhadores (PT) na disputa pelo governo da Bahia, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) decidiu não se manifestar sobre a mais recente crise que envolve o senador Jaques Wagner (PT-BA). O líder do governo no Senado foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga irregularidades relacionadas ao Banco Master.
A cautela se impõe porque o próprio ex-prefeito baiano manteve contatos com o Banco Master. Por esse motivo, dirigentes do União acreditam que ACM Neto também pode virar alvo de críticas em breve.
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A operação da PF não alterou a avaliação da cúpula do PT baiano sobre o cenário eleitoral deste ano. Integrantes da legenda ouvidos por Oeste afirmam que as investigações não provocam desgaste político para o governador Jerônimo Rodrigues (PT), que deve disputar a reeleição contra ACM.
De acordo com interlocutores do partido, embora Jerônimo mantenha proximidade política com Jaques Wagner e com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o governador baiano teria interrompido, ainda no começo do mandato, qualquer ligação com pessoas ou interesses associados ao Banco Master.


PT sem medo
Nos bastidores petistas, a avaliação é que a Operação Compliance Zero se concentra em fatos anteriores à atual gestão estadual. Dirigentes da legenda afirmam que o governador não é alvo das investigações e não deve ser atingido por eventuais desdobramentos do caso.
Leia também: “A nova digital do PT no Banco Master”, reportagem de Luana Viana publicada na Edição 317 da Revista Oeste
Esse posicionamento reforça a estratégia do PT de evitar desgastes para Jerônimo às vésperas da eleição de 2026, na qual ACM Neto desponta como principal adversário.
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