A candidata conservadora à Presidência peruana, Keiko Fujimori (Força Popular), ampliou a vantagem sobre Roberto Sánchez (Juntos pelo Peru), de esquerda, na apuração do segundo turno. Às 22h20 deste sábado, 13, a diferença entre os dois é de menos de 18 mil votos.
Com 98,549% das atas eleitorais contabilizadas, Keiko tem 9,071 milhões de votos, o equivalente a 50,5%. Sánchez, por sua vez, aparece com o total de 9,053 votos, o que representa 49,95%.
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Os dados são da Oficina Nacional de Processos Eleitorais do Peru. O órgão, que divulga o avanço da apuração em seu site oficial, afirma que são 92,7 mil atas para apurar.
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O resultado parcial da noite deste sábado mostra a ampliação da vantagem da representante do conservadorismo. Na sexta-feira 12, a candidata do Força Popular chegou a ter apenas 600 votos a mais que o adversário. Quando a apuração estava na casa dos 95%, o cenário o inverso, com Sánchez na liderança.


Depois de perder a dianteira, o esquerdista passou a acionar o Judiciário peruano. Primeiramente, pediu a anulação dos votos de parte do exterior, sobretudo dos computados nos Estados Unidos. Nesta sexta-feira, solicitou a recontagem da apuração, o que Keiko rejeitou.
Uma semana de apuração no Peru
Os eleitores peruanos votaram no segundo turno da disputa presidencial no último domingo, 7. Uma semana depois, o resultado segue indefinido.
O processo eleitoral ocorre em meio à instabilidade política do país. Ollanta Humala foi o último presidente a completar o mandato completo de presidente do Peru, que é de cinco anos. Ele deixou o cargo em julho de 2016.
Depois de Humala, os seguintes políticos ocuparam o cargo mais alto do Poder Executivo local: Pedro Pablo Kuczynski, Martín Vizcarra, Manuel Merino, Francisco Sagasti, Pedro Castillo, Dina Boluarte e José Jerí. O atual presidente peruano é José María Balcázar, que assumiu o cargo em 18 de fevereiro deste ano.
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