O presidente Jair Bolsonaro declarou, nesta quinta-feira (1º.07), que não entregará a faixa presidencial em caso, segundo o seu entendimento, haja fraude na eleição de 2022. Em seguida, o chefe do Planalto disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) só tem condições de vencer o pleito se houver irregularidade.
Bolsonaro afirmou que está “avisando com antecedência” aos ministros do Supremo Tribunal Federal que “teremos problemas” e “convulsão” no ano que vem, caso não seja apresentada uma contagem confiável dos votos. As críticas do presidente ao atual sistema eleitoral brasileiro, no entanto, não vêm acompanhadas de provas de fraudes.
“Vamos supor que o Congresso não aprove [a proposta de mudar o sistema eleitoral]. Vocês descubram uma maneira de nós fazermos a contagem aberta dos votos e apresentar, na prática, para o povo brasileiro, que não terá fraude. Caso contrário, teremos problemas nas eleições do ano que vem”, afirmou. “Eu entrego a faixa presidencial para qualquer um que ganhar de mim na urna de forma limpa. Na fraude, não.”
Em seguida, Bolsonaro acusou Lula de “ladrão” e criticou a decisão do STF que tornou o petista elegível.
“Tiraram o ladrão da cadeia, tornaram o ladrão elegível. No meu entender, para ser presidente, sim, mas na fraude. Porque, no voto, ele não ganha. Não ganha de ninguém”, disparou.
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