O Partido Liberal (PL) receberá R$ 881,6 milhões do fundo eleitoral nas eleições de 2026 e terá a maior fatia dos R$ 4,9 bilhões distribuídos pela Justiça Eleitoral. Segundo reportagem do jornal O Globo, o valor é três vezes maior que o recebido pela sigla em 2022, impulsionado pelo crescimento da bancada ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O PT aparece em segundo lugar, com R$ 615,4 milhões. Juntos, os dois partidos concentram quase 31% de todo o fundo destinado às campanhas deste ano. Sete legendas concentram mais de 70% dos recursos, reforçando o peso de grandes partidos e ampliando as dificuldades para siglas menores sobreviverem à cláusula de barreira.
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Além de PL e PT, os maiores beneficiados são União Brasil, PSD, PP, MDB e Republicanos. Juntos, esses cinco partidos do centrão ficarão com quase metade de todo o fundo eleitoral.
O União Brasil receberá R$ 526,2 milhões, seguido por PSD (R$ 421 milhões), PP (R$ 417 milhões), MDB (R$ 400 milhões) e Republicanos (R$ 348,5 milhões).
Entre as principais legendas, apenas o PSD confirmou candidatura própria à Presidência, com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Os demais tendem a direcionar a maior parte dos recursos para disputas ao Congresso e aos governos estaduais.


Partidos tradicionais perderam espaço na divisão do fundo. O caso mais expressivo é o do PSDB, que caiu de R$ 320 milhões em 2022 para R$ 147,8 milhões neste ano.
A redução reflete o desempenho eleitoral mais fraco dos tucanos e a perda de quadros nos últimos anos. O partido ainda não definiu qual será sua estratégia para a disputa presidencial de 2026.
PSB e PDT também receberão menos recursos que na eleição anterior, embora integrem a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A divisão do fundo eleitoral considera o desempenho dos partidos no Congresso Nacional. Apenas 2% dos recursos são repartidos igualmente entre todas as siglas.
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Outros 35% são distribuídos conforme a votação para a Câmara dos Deputados na eleição anterior. Mais 48% seguem o tamanho das bancadas na Câmara, enquanto 15% levam em conta a representação no Senado.
Além do fundo eleitoral, os partidos também recebem verbas do fundo partidário, utilizado para despesas permanentes das legendas e calculado por critérios diferentes.

