Jason Miller, um dos principais aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ironizou as críticas feitas pelo presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, à decisão do governo norte-americano de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Em publicação nas redes sociais, Miller respondeu às declarações do petista com uma frase curta: “Chora mais”. O ex-conselheiro da Casa Branca também utilizou a expressão “womp womp”, termo popular na internet empregado para debochar de reclamações ou demonstrar indiferença diante da frustração de alguém.
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A manifestação ocorreu um dia depois de Lula criticar publicamente a decisão dos Estados Unidos e o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que esteve nesta semana em Washington para reuniões com autoridades norte-americanas.
Durante agenda em Sergipe, na última sexta-feira, 29, o presidente brasileiro classificou o parlamentar como “traidor”. O petista afirmou que Flávio teria buscado apoio externo para interferir em assuntos internos do Brasil.
“Não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria e ir para os Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”, declarou Lula. “Não brinquem com a soberania desse país, não brinquem com a nossa democracia, não duvidem das coisas que nós fazemos nesse país. Se quiser combater o crime organizado, aprove a PEC da Segurança Pública que está no Senado.”


Encontro de Flávio e Trump
A reação de Miller ocorreu poucos dias depois de Flávio se reunir com Trump na Casa Branca. Ao sair do encontro, o senador confirmou ter solicitado ao presidente norte-americano que classificasse o PCC e o CV como organizações terroristas.
Na quinta-feira 28, o governo dos EUA anunciou a inclusão das duas facções brasileiras na lista de organizações terroristas, decisão que passou a ser criticada por integrantes do governo Lula.


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O Palácio do Planalto avaliou que a medida pode abrir espaço para ações unilaterais dos Estados Unidos em temas relacionados à segurança pública e ao combate ao crime organizado no Brasil, argumento rejeitado por aliados de Flávio.
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