O pensador francês Edgar Morin morreu nesta sexta-feira, 29, aos 104 anos, em Paris. Reconhecido como um dos intelectuais mais influentes do século 20 e início do século 21, ele deixa uma obra extensa e uma trajetória marcada por reflexões sobre política, educação, democracia e os desafios do mundo contemporâneo.
Morin ficou conhecido internacionalmente por desenvolver o conceito de “pensamento complexo”, uma forma de compreender a realidade a partir da conexão entre diferentes áreas do conhecimento. A proposta defendia que temas sociais, políticos e humanos não podem ser analisados de maneira isolada, mas como parte de um conjunto interligado.
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Morin: protagonismo na educação
Ao longo de mais de oito décadas de produção intelectual, publicou dezenas de livros e se tornou referência em universidades de vários países, incluindo o Brasil. Entre suas obras mais conhecidas está Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro, texto que teve ampla circulação e passou a ser adotado em debates sobre ensino e formação acadêmica.
Nascido em Paris em 1921, Edgar Morin também participou da Resistência Francesa durante a Segunda Guerra Mundial, atuando contra a ocupação nazista. Depois do conflito, consolidou sua carreira como pesquisador e escritor, com trabalhos que atravessaram áreas como sociologia, antropologia e filosofia.
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A morte de Morin provocou manifestações de pesar no meio acadêmico e cultural. No Brasil, onde sua obra teve forte influência especialmente nas áreas de educação e ciências humanas, ele era visto como uma das vozes mais respeitadas do pensamento contemporâneo.
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