PCC e CV atuam em 12 Estados dos EUA, revela governo Trump

O governo dos Estados Unidos afirmou nesta sexta-feira, 29, que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) atuam em 12 Estados norte-americanos. A informação foi dada pela porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson, em entrevistas à imprensa brasileira.

“Sabemos que estes dois grupos estão atuando não somente dentro do Brasil, mas em outros países também”, afirmou Amanda ao Jornal Nacional, da TV Globo. “Incluindo, vimos suas atividades em 12 Estados aqui nos EUA.” Ela acrescentou que as ações atribuídas aos grupos envolvem lavagem de dinheiro, transporte de itens de contrabando, tráfico de drogas e tráfico de pessoas.

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À Folha de S.Paulo, a representante do governo Donald Trump disse que as facções “manejam fluxos e redes financeiras ilícitas” e representam uma ameaça “não só para a segurança dentro do Brasil, mas também em outros países”.

Segundo Amanda, a decisão foi baseada em avaliações de segurança nacional e integra a estratégia do governo norte-americano de utilizar “todas as ferramentas disponíveis” para proteger seu território. A medida entrou em vigor de forma imediata nesta quinta-feira, 28.

Donald Trump durante uma reunião no gabinete da Casa Branca, em Washington, DC - 27/5/2026 | Foto: Evan Vucci/ReutersDonald Trump durante uma reunião no gabinete da Casa Branca, em Washington, DC - 27/5/2026 | Foto: Evan Vucci/Reuters
Donald Trump durante uma reunião no gabinete da Casa Branca, em Washington, DC – 27/5/2026 | Foto: Evan Vucci/Reuters

Governo dos EUA diz que medida não prevê intervenção militar

Amanda reforçou que a medida não prevê qualquer tipo de intervenção militar norte-americana no Brasil. Entre as consequências estão restrições de vistos para integrantes das facções, bloqueio de bens nos EUA, proibição de transações financeiras e criminalização de apoio material aos grupos.

A porta-voz também afirmou que a cooperação com autoridades brasileiras continuará. “Já temos mais de 200 anos de coordenação em muitos aspectos diferentes, incluindo a segurança, essa coordenação também vai continuar”, declarou.

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Amanda disse ainda que Washington tem incentivado medidas mais rígidas contra as facções no Brasil. “Sempre estamos em comunicação com as autoridades brasileiras e incentivamos que tomem medidas mais rigorosas contra esses grupos, que estão causando muita violência e muito dano em todo o Brasil”, afirmou.

Segundo a porta-voz, desde o começo do segundo mandato de Donald Trump, os EUA já classificaram 17 facções e cartéis da América Latina como organizações terroristas. Ela também negou relação entre a medida contra PCC e CV e as eleições presidenciais de 2026. “É a decisão do povo brasileiro decidir quem vai ser o seu próximo presidente, nossa prioridade é a segurança dos EUA”.

Leia também: “A América sempre reage”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 242 da Revista Oeste

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