assessora deixa o cargo sob suspeita de fraude em SP

A assessora parlamentar Talita Greco perdeu o cargo na Câmara Municipal de São Paulo nesta semana. O Diário Oficial da Cidade publicou o desligamento da funcionária da liderança do PT na segunda-feira, 25. O documento oficial registra que a saída ocorreu a pedido da própria servidora, que recebia um salário bruto mensal de R$ 10.544,71. O jornal Folha de S.Paulo realizou a apuração inicial sobre o caso.

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A demissão voluntária aconteceu depois que fiscais e jornalistas flagraram a militante petista dentro de uma academia de ginástica na cidade de Jundiaí, no interior paulista, em pleno horário de serviço. Talita é sócia do estabelecimento comercial, localizado a 60 quilômetros de distância do Palácio Anchieta, sede do Legislativo da capital.

Flagrante no interior e mentira por telefone

O monitoramento flagrou a assessora na recepção da academia às 11h05 de uma segunda-feira. O horário correto de trabalho de Talita na liderança da bancada do PT ia das 10h às 19h. Ao receber uma ligação telefônica dos repórteres no momento do flagrante, a servidora mentiu e garantiu que estava dentro das dependências da Câmara, cumprindo as tarefas do dia.

Os jornalistas da publicação procuraram a funcionária nos gabinetes do partido e em uma padaria vizinha, local onde ela alegou que almoçava no momento, mas não acharam a mulher. No dia seguinte, Talita fugiu das perguntas nos corredores do Parlamento e entrou no gabinete do vereador Hélio Rodrigues (PT) protegida por colegas, que empurraram a imprensa. O jornal Folha de S.Paulo recebeu denúncias anônimas de que ela atuava como funcionária fantasma no local.

A indicação da assessora para a liderança do PT ocorreu no começo de março deste ano, apenas um mês depois de ela ser desligada de outra vaga na Mesa Diretora da Câmara de São Paulo. Talita Greco circulava pelo funcionalismo público paulistano desde março de 2022, quando herdou uma vaga de livre nomeação aberta pelo seu marido.

O cônjuge da servidora é o deputado federal Kiko Celeguim (PT), ex-prefeito do município de Franco da Rocha e atual presidente do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores em São Paulo. O parlamentar abriu espaço para a mulher na estrutura legislativa municipal quando conseguiu se eleger para uma cadeira no Congresso Nacional, em Brasília.

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Os jornalistas procuraram a funcionária nos gabinetes do partido e em uma padaria vizinha, local onde ela alegou que almoçava no momento, mas não acharam a mulher. No dia seguinte, Talita fugiu das perguntas nos corredores do parlamento e entrou no gabinete do vereador Hélio Rodrigues (PT) protegida por colegas, que empurraram a imprensa. O jornal Folha de S.Paulo recebeu denúncias anônimas de que ela atuava como funcionária fantasma no local.

Defesa alega permissão para trabalho externo

A chefia da bancada do PT emitiu uma nota oficial para tentar justificar a conduta da funcionária comissionada. O comunicado afirma que os assessores do partido trabalham de forma presencial nos gabinetes, mas possuem autorização para fazer atividades de rua esporádicas ligadas a pautas das comunidades.

O estatuto dos servidores municipais define os postos em comissão como cargos de livre provimento, voltados para funções de assessoria e chefia de confiança. Diferente dos funcionários aprovados em concursos públicos de carreira, esses trabalhadores não possuem estabilidade e saem dos postos imediatamente por ordem dos padrinhos políticos.

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