SÃO PAULO, 28 Mai (Reuters) – O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) desacelerou a alta a 0,84% em maio, de 2,73% no mês anterior, diante da relativa estabilidade dos preços do petróleo no mercado internacional, mostraram dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira.
A expectativa em pesquisa da Reuters era de avanço de 0,80%, e com o resultado do mês o índice passou a acumular em 12 meses alta de 1,95%.
“A menor intensidade do IGP-M em maio foi influenciada pela relativa estabilidade dos preços do petróleo no mercado internacional, que não provocou choques adicionais relevantes nas cadeias produtivas. Esse movimento ajudou a reduzir a pressão sobre os preços ao produtor’, explicou Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

Os preços do petróleo avançaram após o início da guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã, no final de fevereiro, provocando temores sobre a inflação.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, subiu 0,91% em maio, depois de ter avançado 3,49% no mês anterior.
‘Parte dessa desaceleração (no IPA) veio do grupo de matérias-primas brutas, tanto minerais quanto agropecuárias’, disse Dias.
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Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, teve alta de 0,61% em maio, de 0,94% em abril, com queda dos combustíveis (-1,16% da gasolina e -4,91% do etanol) e de alguns alimentos, com destaque para o café em pó (-2,99%), segundo Dias.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,77%, de uma alta de 1,04% em abril.
O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
(Por Camila Moreira; Edição de Eduardo Simões)

