Caiado cita pesquisas e avalia chapa com Zema

Os pré-candidatos à Presidência e ex-governadores Ronaldo Caiado (GO) e Romeu Zema (MG) avaliam uma aliança ainda no primeiro turno. A articulação avançou nesta terça-feira, 26, depois que o político goiano citou números de pesquisas recentes favoráveis a uma chapa unificada no campo conservador.

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Em entrevista à rádio Nova Difusora, Caiado detalhou as articulações. “Com a última pesquisa que nós conversamos, existe esse sentimento, e ele [Zema] é uma pessoa aberta”, disse. “Então, nós estamos realmente avaliando isso.”

Caiado afirmou que defendeu a união das forças conservadoras para enfrentar o favoritismo dos concorrentes ainda no primeiro turno. O ex-governador de Goiás admitiu que ele e Zema aparecem atualmente em um patamar abaixo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas eleitorais.

“Nesse momento, as duas candidaturas [Flávio e Lula] estão numa posição, temos humildade de reconhecer, bem acima de nós. No momento em que nós unirmos as forças, elas poderão chegar forte só no segundo turno ou poderão chegar competitivas ainda no primeiro turno?”, acrescentou Caiado.

Divergências sobre o topo da chapa

Ao falar sobre a chance de ocupar a vaga de vice, Zema reagiu com bom humor. “Não poderia ser ao contrário?”, perguntou o ex-governador mineiro. No entanto, como mostrou Oeste, a direção do Novo descarta abrir mão da candidatura presidencial. Um dirigente do partido afirmou que a sigla aceitaria Caiado apenas no posto de vice.

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Além disso, nesta quarta-feira, 27, dirigentes do Novo passaram a discutir reservadamente a retirada da pré-candidatura presidencial de Zema. Depois da sequência de críticas públicas a Flávio Bolsonaro, lideranças conservadoras da legenda acreditam que o ex-governador mineiro deveria recuar da disputa ao Palácio do Planalto e buscar uma candidatura ao Senado — ou até à Câmara dos Deputados.

Conforme Oeste, a crise interna se agravou nos últimos dias e já provocou debates sobre a viabilidade política de Zema dentro do partido. Integrantes do Novo afirmam que o ex-governador perdeu apoio interno e corre o risco de derrota na convenção que escolherá o candidato presidencial da sigla.

Nesta semana, dirigentes chegaram a criar uma enquete informal entre integrantes do partido para medir o clima interno depois das críticas de Zema a Flávio. O placar teria sido amplamente desfavorável ao ex-governador.

Relatos obtidos por Oeste mostram que Zema se isolou politicamente ao transformar Flávio em alvo recorrente de críticas depois do vazamento de áudios em que o senador pede dinheiro para Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, longa-metragem sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A ala conservadora do Novo acusa o ex-governador de pôr em risco alianças estratégicas com o PL e prejudicar candidatos ligados ao eleitorado de Bolsonaro.

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