Israel ataca novo chefe militar do Hamas; grupo terrorista não comenta

Israel afirmou nesta terça-feira (26) que atacou o novo chefe do braço armado do Hamas, Mohammad Odeh. Segundo o governo de Binyamin Netanyhu, Odeh fora nomeado poucos dias antes, após Tel Aviv ter matado seu antecessor, em meio à intensificação da pressão militar na Faixa de Gaza e à expansão das operações terrestres no Líbano —a despeito das tréguas ativas no dois locais.

Netanyahu afirmou em comunicado que os militares atacaram Odeh, mas sem fornecer detalhes adicionais. Não se sabe se o chefe do grupo terrorista foi morto, e o Hamas ainda não comentou a ação.

Autoridades de saúde de Gaza afirmaram que ao menos três pessoas, incluindo uma mulher, foram mortas e mais de 20 ficaram feridas no ataque israelense que destruiu um andar superior de um prédio residencial no bairro de Rimal, na Cidade de Gaza.

Netanyahu disse que Odeh chefiava a divisão de inteligência do Hamas na época do ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel e foi nomeado há cerca de uma semana para substituir Izz al-Din al-Haddad, comandante-chefe do braço armado do grupo, morto por Israel no dia 15 de maio.

Pessoas próximas ao Hamas não confirmaram a nomeação de Odeh como novo chefe militar, mas concordaram que ele era visto como possível sucessor de al-Haddad, na condição de chefe de inteligência militar do grupo e possivelmente o último integrante vivo do conselho superior de liderança do braço armado.

Horas antes do ataque mirando Odeh, Israel anunciou que havia expandido as operações terrestres no Líbano. O Estado judeu tem intensificado suas atividades militares em múltiplas frentes.

Israel e Hamas vivem atualmente em impasse nas negociações indiretas sobre a implementação da segunda fase do acordo de cessar-fogo, que inclui o desarmamento do grupo e a retirada do Exército israelense de Gaza.

A trégua, assinada em outubro, deixou Israel no controle de mais da metade de Gaza, com o Hamas controlando uma estreita faixa de território costeiro.

Cerca de 900 palestinos foram mortos em ataques israelenses desde que a trégua entrou em vigor, segundo dados de autoridades de saúde de Gaza que não fazem distinção entre combatentes e civis. Quatro soldados israelenses foram mortos por terroristas durante o mesmo período, segundo informou o Exército do país.

O Hamas não divulga números de baixas entre seus combatentes. Israel afirma que seus ataques após o cessar-fogo têm como objetivo prevenir ofensivas ou impedir que pessoas se aproximem da chamada linha amarela, o limite interno criado em Gaza para dividir as áreas sob controle de Israel e Hamas.

Mais de 72 mil habitantes de Gaza foram mortos desde o início da guerra, a maioria civis, segundo autoridades de saúde de Gaza. Os ataques do Hamas em 2023 contra Israel mataram 1.200 pessoas, de acordo com contagens israelenses.

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