O governo de Taiwan afirmou, neste sábado, 23, que a China posicionou mais de 100 embarcações militares e da guarda costeira em águas próximas à ilha, em uma operação que autoridades locais classificaram como ameaça à estabilidade regional.
Segundo Joseph Wu, chefe do Conselho de Segurança Nacional de Taiwan, os navios formariam uma espécie de cerco ao redor da ilha. Em publicação na rede X, ele afirmou que a China é “o único problema” que ameaça a paz na região.
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De acordo com uma autoridade de segurança ouvida pela agência AFP sob anonimato, o deslocamento começou antes do encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping em Pequim. Depois da reunião, o número de embarcações teria ultrapassado 100.
Taiwan teme impacto de negociações entre EUA e China


O episódio ocorre em meio a incertezas sobre o apoio militar americano à ilha. Trump gerou apreensão em Taiwan ao sugerir que a venda de armas dos EUA poderia ser usada como moeda de negociação com Pequim.
Dias depois da visita à China, o chefe interino da Marinha americana afirmou ao Congresso que o governo havia congelado a venda de US$ 14 bilhões em armamentos para Taiwan, alegando necessidade de preservar estoques diante da guerra no Irã.
O governo taiwanês insiste que o compromisso americano com a defesa da ilha permanece inalterado e mantém planos de ampliar os gastos militares. Neste sábado, milhares de pessoas participaram de atos em apoio ao aumento do orçamento de defesa.
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A China considera Taiwan parte de seu território e não descarta o uso da força para retomar o controle da ilha. Nos últimos anos, Pequim ampliou exercícios militares e incursões aéreas e marítimas próximas ao território taiwanês.
As tensões também afetam a relação entre China e Japão. O atrito aumentou depois que a premiê japonesa Sanae Takaichi afirmou que um eventual ataque chinês contra Taiwan poderia justificar intervenção militar japonesa.

