Fachin propõe contracheque único para reforçar controle sobre salários de juízes

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deve votar na próxima terça-feira, 26, uma resolução que torna obrigatória a adoção do chamado “contracheque único” para todos os juízes do país. A proposta foi apresentada pelo presidente do Conselho e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. Medida busca ampliar a fiscalização sobre os pagamentos feitos à magistratura.

A iniciativa surge em meio ao debate sobre transparência no Judiciário e ao avanço de medidas para limitar verbas indenizatórias extras, conhecidas como “penduricalhos”, pagas a integrantes do sistema de Justiça.

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O texto prevê a criação da Tabela Remuneratória Unificada, mecanismo que padroniza o registro das remunerações. Se aprovada, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) obrigará cada magistrado a receber apenas um documento único com o detalhamento de salários, verbas indenizatórias, descontos e demais valores recebidos, eliminando folhas suplementares e registros paralelos.

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A medida também permitirá ao CNJ ampliar a verificação dos valores pagos em tribunais de todo o país.

Penduricalhos Sede do CNJ, em Brasília: mais peso no bolso do pagador de impostos | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência BrasilPenduricalhos Sede do CNJ, em Brasília: mais peso no bolso do pagador de impostos | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Sede do CNJ, em Brasília: mais peso no bolso do pagador de impostos | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Padronização nacional de salário de juízes

A proposta determina que o documento reúna informações sobre salários e pagamentos adicionais, incluindo diárias, ajuda de custo, gratificações, remuneração por aulas, indenização de férias e retroativos pendentes.

A proposta busca uniformizar a nomenclatura usada pelos tribunais para evitar registros distintos de verbas da mesma natureza ou classificações que dificultem a identificação dos pagamentos.

Uma auditoria conduzida pelo CNJ apontou falta de padronização em verbas indenizatórias pagas com atraso e identificou 518 registros desse tipo em 94 tribunais brasileiros. Se aprovada, a resolução estabelece prazo de 60 dias para adaptação dos tribunais às novas regras.

“Estamos adotando um método para que se saiba, em todo o Brasil, quanto se remunera a magistratura”, afirmou o Fachin à TV Globo. “Não há dúvida do ganho em matéria de transparência e apresentação pública desse serviço e de sua respectiva remuneração”, afirmou o ministro”.

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