OMS eleva risco de ebola no Congo para ‘muito alto’, o nível máximo

Até o momento, 82 casos foram confirmados, incluindo sete mortes; segundo o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a epidemia está se espalhando rapidamente

Foto por SEROS MUYISA / AFPProfissionais de saúde usando equipamentos de proteção individual (EPI) carregam desinfetante no hospital em Rwampara, em 21 de maio de 2026. De acordo com a OMS, o surto mais recente na RDC, o 17º a atingir o vasto país da África Central com mais de 100 milhões de habitantes, já é suspeito de ter causado 139 mortes em quase 600 casos prováveis. Muitos dos casos foram registrados no epicentro da epidemia, na província de Ituri, no nordeste da RDC, muitos em áreas de difícil acesso, assoladas pela série de grupos armados do leste congolês.
Profissionais de saúde usando equipamentos de proteção individual (EPI) carregam desinfetante no hospital em Rwampara. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o nível de risco da epidemia de ebola na República Democrática do Congo de “alto” para “muito alto” (o nível máximo) nesta sexta-feira (22), anunciou seu diretor. A organização manteve inalterado o nível de risco nas escalas regional e global.

“A epidemia de ebola na República Democrática do Congo (RDC) está se espalhando rapidamente”, declarou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma coletiva de imprensa.

“Anteriormente, a OMS havia avaliado o risco como alto nos níveis nacional e regional, e baixo no nível global. Agora estamos revisando nossa avaliação de risco para classificá-lo como muito alto no nível nacional, alto no nível regional e baixo no nível global”, acrescentou.

“Muito alto” significa “o nível mais elevado de risco”, esclareceu um porta-voz da OMS à AFP.

A epidemia se espalhou pelas províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, divididas pela linha de frente entre as forças congolesas e o grupo armado M23, apoiado por Ruanda, que ocupa grandes extensões de território desde 2021.

Diante dessa situação, a resposta na área da saúde é difícil e levou a cenas de caos em Ituri, o epicentro da epidemia, onde a OMS enviou pessoal adicional.

Até o momento, “82 casos foram confirmados, incluindo sete mortes” na RDC, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, acrescentando que há aproximadamente 750 casos suspeitos e 177 mortes suspeitas no país.

A situação em Uganda está atualmente “estável, com dois casos confirmados e uma morte notificada”, afirmou.

O ebola causa uma febre hemorrágica mortal, mas o vírus, que provocou mais de 15 mil mortes na África nos últimos 50 anos, é menos contagioso que a covid-19 ou o sarampo.

Na ausência de uma vacina e de um tratamento autorizado para a cepa Bundibugyo do vírus, responsável pelo surto atual, estão sendo feitos esforços para conter sua disseminação por meio de medidas de contenção e detecção rápida de casos.

 

 

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