A Justiça dos Estados Unidos denunciou o ex-ditador de Cuba Raúl Castro por envolvimento na derrubada de duas aeronaves civis em 1996, episódio que terminou com a morte de quatro cidadãos norte-americanos. A acusação foi revelada nesta quarta-feira, 20, pelo Departamento de Justiça dos EUA.
Segundo as autoridades norte-americanas, um grande júri da Flórida apresentou a denúncia em abril deste ano, mas o caso permanecia sob sigilo. O processo acusa Raúl Castro de conspiração para matar cidadãos norte-americanos, destruição de aeronaves e quatro acusações de homicídio.
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O caso envolve a derrubada de dois aviões do grupo Brothers to the Rescue, organização formada por exilados cubanos em Miami. As aeronaves realizavam missões civis de apoio a pessoas que tentavam fugir do regime cubano pelo Estreito da Flórida.


Governo dos EUA acusa regime cubano de matar civis
Segundo o procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, os acusados participaram de uma conspiração que terminou com disparos de mísseis, por aviões militares cubanos, contra as aeronaves civis e morte de quatro norte-americanos.
As vítimas identificadas pelas autoridades norte-americanas são Carlos Costa, Armando Alejandre Jr., Mario de la Peña e Pablo Morales.
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Blanche também afirmou que “nações e seus líderes não podem ter permissão para atacar norte-americanos” sem enfrentar responsabilização.
A denúncia ocorre em meio ao aumento da pressão do governo do presidente Donald Trump sobre Cuba. Segundo autoridades norte-americanas, integrantes da atual gestão têm defendido endurecimento da política dos EUA contra o regime cubano e sinalizado apoio a mudanças políticas na ilha.
Durante o anúncio da denúncia, autoridades norte-americanas também fizeram críticas diretas à permanência do grupo dos irmãos Castro no poder cubano.
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