A advogada Daniele Bezerra usou suas redes sociais para chamar de perseguição a prisão de sua irmã, Deolane Bezerra, nesta quinta-feira (21). Na publicação temporária (story), ela ressaltou o caráter preventivo da prisão e opinou que a medida não pode ser usada como instrumento de “pressão, marketing ou vingança social”.
“Quem conhece a história, a luta e a trajetória dela sabe que existe uma diferença enorme entre fatos e narrativas criadas para alimentar ataques”, disse Daniele.
A influenciadora foi alvo da operação Vérnix, com base em dados de celulares que apontariam para o envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), por meio de uma empresa de fachada do ramo de transportes. Além da prisão preventiva, foi determinado o bloqueio de R$ 27 milhões de origem não comprovada.
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A mesma operação também carregava um mandado de prisão contra Marco Herbas Camacho, o Marcola, líder da facção. Ele, porém, já está preso. Familiares, como seu irmão Alejandro Camacho e os sobrinhos Paloma Camacho e Leonardo Camacho também foram alvos.
A advogada de 38 anos se tornou conhecida em 2021, após a morte de seu marido, o cantor MC Kevin. Com a fama, a opinião pública passou a observar sua atuação na defesa de suspeitos de envolvimento com o crime organizado, pelo que passou a ser conhecida como “advogada do PCC”. A pernambucana tem, atualmente, mais de 21 milhões de seguidores nas redes sociais, onde expõe sua rotina de luxo. Em 2022, Deolane declarou apoio à reeleição do presidente Lula (PT), com quem já se encontrou durante a campanha e a posse.
A primeira prisão da advogada ocorreu em 2024, acusada de lavar R$ 3 milhões provenientes de jogos de azar. Logo depois, porém, a Justiça relaxou a prisão, impondo o uso de tornozeleira eletrônica. Dessa vez, uma viagem à Itália motivou sua inclusão na lista vermelha da Interpol.


