Diferentes bancos da Bolívia fecharam temporariamente agências em La Paz nesta terça-feira, 19, em meio ao aumento dos protestos contra o governo. Segundo relatos obtidos pela agência Reuters, as instituições financeiras alegaram preocupações com a segurança diante da escalada das manifestações na capital administrativa do país.
Os atos ganharam força nas últimas semanas com a participação de sindicatos, mineiros, trabalhadores do setor de transportes e grupos rurais. Os manifestantes pressionam o presidente Rodrigo Paz a rever medidas de austeridade e enfrentar o aumento do custo de vida no país.
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Parte dos protestos também passou a pedir a renúncia do presidente, ampliando a pressão política sobre o governo boliviano. O movimento é organizado por aliados do esquerdista Evo Morales, ex-presidente do país.
Bancos suspendem operações no centro de La Paz
Entre as instituições que fecharam agências na região central de La Paz estão o Banco Nacional da Bolívia, o Banco de Crédito da Bolívia, o Banco Econômico e o Banco Unión. As empresas orientaram clientes a utilizar caixas eletrônicos e serviços digitais durante a paralisação.
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Funcionários de cinco instituições financeiras disseram à Reuters que as operações só devem voltar ao normal quando os protestos perderem intensidade.
A Associação Bancária Boliviana Asoban evitou comentar os motivos dos fechamentos, mas informou que os serviços financeiros seguem parcialmente operacionais.
Os protestos também provocaram bloqueios em rodovias e agravaram problemas de abastecimento. Caminhões ficaram parados em estradas, enquanto cidades registraram escassez de alimentos, combustível e suprimentos médicos.
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