Venezuela liberta 3 presos políticos detidos há mais de 20 anos

A Venezuela libertou, nesta terça-feira, 19, três presos políticos que estavam encarcerados havia mais de duas décadas. A medida integra a lei de anistia promovida pela governante interina Delcy Rodríguez, em meio à pressão internacional intensificada desde a captura do ex-ditador Nicolás Maduro, em janeiro.

O presidente do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, afirmou que cerca de 300 detidos por razões políticas devem ser libertados ao longo desta semana. Segundo ele, as liberações ocorrerão gradualmente.

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Os beneficiados desta terça-feira foram os ex-policiais metropolitanos Luis Molina, Erasmo Bolívar e Héctor Rovain, presos desde abril de 2003 por envolvimento nos acontecimentos ligados à tentativa de golpe de 2002 contra o então ditador Hugo Chávez. Eles haviam sido condenados a 30 anos de prisão, acusados de disparar contra manifestantes.

A ONG Foro Penal confirmou as solturas em publicação nas redes sociais. “O Foro Penal confirma a libertação dos policiais metropolitanos presos políticos: Luis Molina, Erasmo Bolívar e Héctor Rovain, injustamente privados de liberdade desde 19/04/2003. Nunca deveriam ter estado atrás das grades”, declarou a entidade.

Os três ex-policiais já haviam solicitado anistia anteriormente, mas tiveram o pedido negado em março.

Venezuela ainda tem mais de 400 presos políticos

A organização afirma que aproximadamente 800 pessoas deixaram as prisões venezuelanas desde janeiro, sendo 186 contempladas diretamente pela nova lei de anistia.

Poder Legislativo da Venezuela - 19/2/2026 | Foto: Divulgação/Asamblea NacionalPoder Legislativo da Venezuela - 19/2/2026 | Foto: Divulgação/Asamblea Nacional
Poder Legislativo da Venezuela – 19/2/2026 | Foto: Divulgação/Asamblea Nacional

O regime interino, contudo, divulga números mais amplos: segundo as autoridades, mais de 8 mil pessoas foram beneficiadas pela normativa, embora apenas 314 tenham efetivamente saído da prisão. Os demais já cumpriam medidas de liberdade condicional e receberam liberdade plena.

Apesar das liberações, o Foro Penal sustenta que cerca de 454 presos políticos continuam detidos no país. A entidade também questiona a transparência do processo e a abrangência limitada da anistia.

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