O número de execuções no mundo atingiu o nível mais alto em quatro décadas. É o que mostra um relatório da organização não governamental (ONG) Anistia Internacional, divulgado nesta segunda-feira, 18. O levantamento indica aumento significativo na aplicação da pena de morte em diferentes regiões, com concentração no Oriente Médio.
De acordo com o documento, os índices alarmantes ocorrem em meio ao aumento no número de execuções em países como Irã e Arábia Saudita, que lideram as estatísticas globais. Essa tendência levou ao maior número de execuções registrado nos últimos 40 anos.
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Segundo a Anistia Internacional, ao menos 2.707 pessoas foram executadas em todo o mundo depois de serem condenadas à morte, excluindo a China.
O número representa um aumento de 78%, em relação a 2024, e configura o maior total registrado pela ONG desde 1981, quando foram contabilizadas 3.191 execuções.
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O aumento está concentrado em um grupo restrito de países. A maioria dos Estados mantém suspensão formal ou prática da pena de morte.
Desse total, 2.159 execuções aconteceram somente no Irã. O país persa e a Arábia Saudita aparecem como principais responsáveis pelos números globais.
Nesses países, a pena de morte também é aplicada em casos relacionados a crimes não violentos, o que amplia o impacto do sistema penal.
Os Estados Unidos executaram 47 pessoas. Trata-se do maior número de execuções desde 2009. A Flórida, sozinha, responde por quase metade dessas execuções, segundo a organização
Subnotificação e transparência
A Anistia Internacional afirma que os dados podem estar subestimados. Países como China, Coreia do Norte e Vietnã não divulgam informações completas sobre execuções.
Segundo o relatório, essa falta de transparência impede um levantamento exato do total global, o que pode elevar ainda mais os números reais.
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