O mercado brasileiro de games movimenta US$ 5 bilhões anuais, consolidando o Brasil como o maior público da América Latina. Apesar disso, empresas nacionais retêm apenas 10% desse valor, motivando o Sebrae Paraná a mapear o setor para impulsionar a produção local e atrair novos investimentos.
Qual é o tamanho atual do mercado de games no Brasil?
O Brasil movimenta mais de US$ 5 bilhões por ano no setor de jogos eletrônicos e possui cerca de 115 milhões de jogadores. Essas marcas colocam o país entre os cinco maiores mercados do mundo. A expectativa é que, com o crescimento constante, o faturamento dobre e atinja a marca de US$ 10 bilhões até o ano de 2033.
Por que as empresas brasileiras ficam com apenas uma pequena fatia desse valor?
Atualmente, a grande maioria do dinheiro gasto pelos jogadores brasileiros vai para produtoras internacionais nos Estados Unidos e na Europa. Estúdios nacionais ficam com apenas 10% da receita. Para mudar isso, o setor busca deixar de ser apenas um exportador de mão de obra barata para se tornar um criador de marcas e propriedades intelectuais próprias, retendo o valor agregado aqui no país.
Quais regiões do Brasil concentram a produção de jogos?
A indústria está concentrada no Sudeste (56%) e no Sul (20%). O estado de São Paulo lidera com larga vantagem, contando com 302 empresas. No entanto, Curitiba e Porto Alegre aparecem como os principais polos de desenvolvimento fora do eixo Rio-São Paulo, com 34 estúdios ativos cada, mostrando que o talento para criar jogos está se espalhando por novos centros.
Qual é a importância da prestação de serviços (outsourcing) para o setor?
O outsourcing ocorre quando uma empresa brasileira é contratada para fazer o trabalho técnico (como animação ou programação) para um jogo estrangeiro. É uma etapa importante porque traz moedas fortes como dólar e euro para o Brasil. Muitos estúdios usam o lucro desse serviço para financiar seus próprios projetos autorais, como aconteceu com o jogo paranaense Dungeon Crowley.
Como o Sebrae pretende incentivar o crescimento dessas microempresas?
O Sebrae Paraná realizou um mapeamento inédito para entender as necessidades dos estúdios. O objetivo é criar soluções personalizadas e propor políticas públicas que facilitem o acesso a editais e financiamentos. Com apoio em gestão e participação em eventos internacionais, o órgão espera que estúdios locais, hoje focados em entretenimento ou educação, possam gerar empregos qualificados e escala global.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

