Um dos mentores do ataque de 7 de outubro a Israel, Izz al‑Din al‑Haddad, foi morto em um ataque das Forças de Defesa de Israel (FDI), nesta sexta-feira, 15, segundo a mídia local, com base em fontes de segurança. A ação realizada pelo grupo terrorista Hamas em 2023 deixou cerca de 1,2 mil pessoas mortas no sul de Israel.
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O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa, Israel Katz, já declararam que ele foi responsável pela morte, pelo sequestro e pelos ferimentos de milhares de israelenses e soldados. Al-Haddad, segundo as autoridades, sobreviveu a seis tentativas de assassinato anteriores.
O ataque israelense ocorreu na noite de sexta-feira contra um edifício residencial no bairro de Rimal, na cidade de Gaza. Segundo autoridades israelenses, o alvo era Haddad, que assumiu papel central na estrutura militar do Hamas depois da morte de outros comandantes do grupo. A ofensiva incluiu também o bombardeio de um veículo que deixou o local logo depois da primeira explosão, medida destinada a assegurar a neutralização do alvo.
Informações de segurança revelam que o líder do Hamas vinha sendo monitorado por cerca de uma semana e meia. A operação foi autorizada depois que serviços de inteligência concluíram que ele havia saído de um esconderijo e havia condições operacionais favoráveis para atingi-lo. Durante a guerra, al-Haddad mudou repetidamente de localização e, segundo avaliações israelenses, em alguns momentos posicionou-se próximo a reféns para dificultar tentativas de eliminação.
Al-Haddad tornou-se o mais alto cargo do Hamas ainda presente na Faixa de Gaza. No início da guerra, ele comandava a Brigada da Cidade de Gaza. Posteriormente passou a responder por toda a região norte do território.
Em entrevista anterior à emissora Al Jazeera, o próprio al-Haddad admitiu envolvimento na preparação do 7 de outubro, desde a Faixa de Gaza. Ele também foi considerado o responsável por supervisionar reféns israelenses durante a guerra e por comandar ações contra forças israelenses.
Relatos de ex-reféns revelam que o comandante falava hebraico e chegou a interagir diretamente com alguns deles durante o cativeiro. Um ex-sequestrado disse ter se encontrado com al-Haddad diversas vezes e que, em determinados momentos, chegou a dormir no mesmo apartamento usado como esconderijo.
Israel oferecia recompensa por informações sobre o líder do Hamas
Israel ofereceu recompensa de US$ 750 mil por informações que levassem à captura ou à morte do dirigente do Hamas. Considerado um dos alvos prioritários do país, ele teria sobrevivido a pelo menos seis tentativas de assassinato, três delas durante a guerra atual.
Leia também: “Terror à deriva”, reportagem de Eugenio Goussinsky, publicada na Edição 307 da Revista Oeste
Os principais dirigentes e comandantes do Hamas ligados ao planejamento ou à execução dos ataques de 7 de outubro foram mortos durante a guerra. Entre eles está o chefe do braço armado, Mohammed Deif, líder das Brigadas Izz ad-Din al-Qassam (morreu em 13 de julho de 2024). Já Yahya Sinwar, principal dirigente do Hamas em Gaza e um dos arquitetos do ataque, foi morto por forças israelenses em combate em 16 de outubro de 2024.
Também morreram outros integrantes da cúpula ou da cadeia de comando da organização: Marwan Issa, vice-comandante das Brigadas Izz ad-Din al-Qassam; Saleh al-Arouri, dirigente político do Hamas, morto em um ataque em Beirute, no Líbano; Ayman Nofal, comandante da Brigada Central de Gaza; Ahmed al-Ghandour, comandante da Brigada Norte de Gaza; e comandantes da força de elite Nukhba, como Ali Qadi e Bilal al-Kedra, envolvidos nas incursões armadas realizadas em território israelense no dia do ataque.

