Anvisa mantém alerta contra produtos da Ypê mesmo depois de suspensão de medida

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve a orientação para que consumidores não utilizem produtos da Ypê atingidos pela Resolução nº 1.834/2026, mesmo depois de a fabricante conseguir suspender temporariamente os efeitos da medida por meio de recurso administrativo. A decisão envolve produtos fabricados pela Química Amparo na unidade de Amparo, interior de São Paulo.

De acordo com a Anvisa, a empresa apresentou recurso contra a resolução, o que produziu efeito suspensivo automático até julgamento pela Diretoria Colegiada da agência, previsto para os próximos dias. Apesar disso, o órgão afirmou que mantém a avaliação técnica de risco sanitário identificada na linha de produção da fabricante.

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A recomendação da agência é para que consumidores não utilizem os produtos atingidos “por segurança”. A Anvisa informou também que cabe à empresa orientar consumidores sobre recolhimento, troca, devolução, ressarcimento e demais providências por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC).

A resolução publicada pela agência suspendeu a fabricação e determinou o recolhimento de detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas, desinfetantes e todos os lotes com numeração final 1.

Os produtos atingidos pertencem às linhas:

  • Ypê;
  • Tixan Ypê;
  • Bak Ypê; e
  • Atol.

A ofensiva contra a Ypê

A medida se deu depois de uma inspeção realizada na semana passada pela Anvisa, pelo Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo e pela Vigilância Sanitária de Amparo. Segundo a agência, os fiscais encontraram descumprimentos considerados relevantes em etapas críticas do processo produtivo.

Entre os problemas apontados estão falhas nos sistemas de garantia da qualidade, irregularidades nos processos de produção, problemas em controle de qualidade e descumprimento das boas práticas de fabricação de saneantes.

A Anvisa afirmou que as irregularidades identificadas comprometem requisitos essenciais de segurança sanitária e indicam risco de contaminação microbiológica dos produtos, com possibilidade de presença de microrganismos patogênicos.

A crise ganhou repercussão maior porque a empresa já havia iniciado, em novembro de 2025, um recall voluntário de determinados lotes de lava-roupas líquidos depois da identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos da marca.

Mesmo com o efeito suspensivo do recurso, a própria Ypê informou que manteve paralisadas as linhas de produção de produtos líquidos da fábrica de Amparo enquanto realiza adequações exigidas pela fiscalização sanitária.

A Anvisa informou ainda que vigilâncias sanitárias estaduais e municipais foram orientadas a intensificar a fiscalização para impedir a circulação dos lotes atingidos pela medida.

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