Iniciativas da China para mediar o conflito entre Irã e Estados Unidos têm gerado expectativas internacionais. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou em Nova Délhi, na Índia, durante encontro do Brics, que qualquer ação diplomática chinesa destinada a aliviar as tensões será recebida “com satisfação” por Teerã.
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Araghchi ressaltou que “qualquer esforço feito pela China para apoiar a diplomacia será bem-vindo pela República Islâmica do Irã”, em entrevista coletiva.
A presença do diplomata iraniano na Índia ocorre em meio a especulações sobre até onde Pequim estaria disposto a atuar nos bastidores para tentar encerrar o impasse. O conflito, que afeta a economia mundial, ainda envolve Israel, parceiro dos EUA.


A China mantém relações próximas com o Irã, sendo a principal compradora do petróleo do país persa. Pequim tem buscado se apresentar como promotora da paz no cenário da guerra.
O tema foi abordado durante reunião entre o líder chinês, Xi Jinping, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante visita oficial do líder norte-americano a Pequim.
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Segundo Araghchi, tentativas de mediação por parte do Paquistão seguem em andamento, embora com dificuldades que atribui ao comportamento dos Estados Unidos.
Trump revelou em entrevista à Fox News que Xi Jinping teria se oferecido para atuar como mediador. “O presidente Xi gostaria de ver um acordo”, afirmou o republicano. “Ele gostaria mesmo. E ele se ofereceu e disse: ‘Se eu puder ajudar de alguma forma, gostaria de ajudar’”.
O norte-americano também acrescentou que Xi deseja “ver o Estreito de Ormuz aberto”. Esperava-se que o presidente dos EUA solicitasse à China que usasse sua influência para persuadir o Irã a aceitar negociações de paz e reabrir o Estreito de Ormuz, rota fundamental para o comércio internacional de petróleo, atualmente prejudicada pela guerra.

