Ex-governador do RJ, Cláudio Castro é alvo de operação da PF

Autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, Operação Sem Refino apura lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo conglomerado do setor de combustíveis

Joédson Alves / Agência BrasilCláudio Castro© Joédson Alves/Agência Brasil
Ex-governador do RJ, Cláudio Castro

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) foi alvo, nesta sexta-feira (15), da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal (PF).

De acordo com a corporação, a operação tem como objetivo apurar a atuação de um conglomerado econômico do ramo de combustíveis acusado de utilizar a estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.

A ação foi ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da ADPF das Favelas, que investiga a atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no RJ.

“Na ação, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, por determinação do Supremo Tribunal Federal”, diz a PF.

A Jovem Pan procurou a defesa de Cláudio Castro, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria. O espaço segue aberto.

Renúncia ao governo do RJ

A operação da PF acontece em meio a polêmicas sobre quem está no comando do estado do RJ. Atualmente, o governador interino do Rio é o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça.

Cláudio Castro renunciou ao cargo de chefe do Executivo carioca no dia 23 de março, um dia antes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) torná-lo inelegível por abuso de poder político e econômico.

Com a inelegibilidade, Castro não poderá disputar eleições por oito anos, a contar do pleito de 2022. Desta forma, ele deve ficar impedido de concorrer até 2030.

Julgamento no STF

A crise política no Rio de Janeiro ainda aguarda um desfecho definitivo no STF. A Corte realiza um julgamento para definir a forma como o próximo governador oficial será escolhido.

O TSE havia determinado a realização de eleições indiretas – quando os deputados estaduais escolhem o governador -. Contudo, no final de março, o ministro do STF Cristiano Zanin concedeu uma liminar suspendendo essa decisão, sob o argumento de que a renúncia de Cláudio Castro às vésperas de sua cassação foi uma “burla” à Justiça e que, pelas regras eleitorais, a população fluminense deveria escolher o novo governador por meio de eleições diretas.

O julgamento dessa liminar pelo plenário do STF começou em abril, mas foi suspenso por um pedido de vista – mais tempo para análise – do ministro Flávio Dino.

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