Justiça manda soltar acusados de lavagem bilionária de dinheiro

Os funkeiros Marlon Brendon da Silva (conhecido como MC Poze do Rodo) e Ryan Santana (MC Ryan SP), além do influencer Raphael Oliveira (dono da página Choquei), deixaram a prisão nesta quinta-feira (14). A soltura foi determinada por uma decisão judicial que beneficiou a todos. O grupo estava em prisão preventiva há quase um mês, alvo da Operação Narco Fluxo. As defesas de todos negam as acusações.

Poze saiu do Complexo de Gericinó, em Bangu (RJ); Ryan SP estava detido em Mirandópolis (SP) e Oliveira passou sua temporada preso em Goiânia (GO).

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Em abril, a Justiça Federal decretou a prisão preventiva dos investigados sob a acusação de integrarem um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Federal, o grupo teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão por meio de apostas ilegais, rifas clandestinas e o uso de empresas de fachada.

A ordem de soltura partiu do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que entendeu não haver fundamentos suficientes para manter a prisão preventiva. O tribunal justificou que as medidas cautelares já realizadas, como a apreensão de equipamentos e dispositivos eletrônicos para extração de dados, seriam “suficientes” para o prosseguimento das investigações.

Apesar da liberdade, a Justiça estabeleceu regras que devem ser seguidas pelos acusados, como atualização de endereço em até dez dias, comparecer a todos os atos do processo e a entrega dos passaportes, além de não poder se ausentar da cidade de residência por mais de cinco dias e nem deixar o país sem autorização judicial.

Relembre o caso

O grupo foi preso suspeito de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro através de criptoativos. As prisões foram resultado da operação Narco Fluxo, deflagrada nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal. Ryan foi encontrado em uma casa em Bertioga, enquanto os outros no Rio e em Goiás. Na época da prisão, as defesas reputaram suas atuações como “legítimas”.

Ao todo, foram cumpridos 33 mandados de prisão temporária, dos 39 emitidos, e 45 de busca e apreensão. Segundo imagens divulgadas pela autoridade e informações já divulgadas, entre as apreensões estão carros de luxo avaliados em R$ 20 milhões, objetos de alto valor, armas e munições, dinheiro em espécie, documentos, equipamentos eletrônicos e um colar dourado com uma imagem do traficante colombiano Pablo Escobar.

De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam um sistema complexo para ocultação e dissimulação de valores, com destaque para operações financeiras de grande porte, transporte de dinheiro em espécie e movimentações com criptomoedas. O volume financeiro total identificado ultrapassa R$ 1,6 bilhão.

Também foram determinadas medidas de bloqueio de bens e restrições societárias contra os investigados. A intenção é preservar ativos para possível ressarcimento aos cofres públicos e impedir a continuidade das atividades ilícitas.

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