picanha recua até 26% e cerveja estabiliza, aponta Neogrid

A inflação geral pressiona o bolso do brasileiro, mas os preços da carne deram uma recuada neste ano, em comparação ao ano passado, e o das cervejas estabilizaram, trazendo a possibilidade de um churrasco mais barato em casa. Os dados fazem parte de um levantamento da Neogrid, feito com base em 40 milhões de notas fiscais de todo o país.

Carne menos ‘salgada’

Se, no acumulado dos 12 meses de março de 2025 até março deste ano, os preços das carnes e da cerveja avançaram acima do IPCA, índice que mede a inflação oficial do país, a leitura dos dados considerando apenas os números de abril mostra um certo alívio no “kit churrasco”, segundo a Neogrid.

Os principais cortes bovinos para churrasco caíram de preço em abril deste ano, em comparação com o mesmo mês do ano passado. A picanha bovina passou de R$ 81,86/kg em abril de 2025 para R$ 60,70/kg em abril deste ano, uma queda de 25,9%. O 

O movimento representa um alívio importante depois dos picos registrados no fim de 2025 e início de 2026, quando o corte chegou a superar R$ 76/kg.

Outros cortes premium seguiram a mesma tendência, segundo a Neogrid. A fraldinha recuou 38,6%, saindo de R$ 72,25/kg para R$ 44,37/kg. Já o ancho bovino caiu 19,6%, enquanto a costela bovina teve retração de 21,6% no período.

Os cortes mais tradicionais em churrasco e que tiveram alta foram a maminha (4,3%) e a alcatra (12,3%). Apesar da alta, a Neogrid destaca que os preços estão abaixo dos patamares dos meses de maior pressão inflacionária. Ou seja, subiu, mas não muito.

Continua depois da publicidade

“Esse cenário indica uma acomodação relevante nos preços das proteínas bovinas e, para o consumidor, isso significa maior possibilidade de incluir cortes mais nobres sem repetir o peso observado no orçamento no ano passado”, analisa a Neogrid.

Além da carne bovina, o frango inteiro ficou 12,4% mais barato em um ano, enquanto a coxa de frango recuou 10,9%. Já as linguiças mostraram estabilidade.

Leia também: Exportação de carne bovina do Brasil pode cair 10% em 2026 com restrição da China

Após alta, bebidas param de subir

Os dados da Neogrid apontam estabilidade nos preços das bebidas. 

Para quem gosta de churrasco com vinho, os preços dos importados tiveram queda de 4,5% comparado ao mesmo mês do ano passado, passando de R$ 64,14 para R$ 61,24. O vinho fino nacional permaneceu praticamente estável, com leve alta de 0,7%, enquanto o vinho de mesa avançou 2,2%.

Nas cervejas, o comportamento também foi de acomodação, avalia a Neogrid. A cerveja clara ficou praticamente estável em relação ao ano passado, com alta de apenas 0,7%. Já a cerveja artesanal recuou 4,6% em um ano, após os aumentos observados no verão e no período de festas.

Continua depois da publicidade

Varejo atento à demanda

Para o varejo, o cenário exige atenção redobrada. O cenário de endividamento da população segue pressionando o bolso do consumidor, mas as datas festivas tradicionais e o calendário da Copa do Mundo podem ativar a demanda.

Leia também: Renda recorde do brasileiro é engolida por dívidas e juros, aponta estudo do CLP

A Neogrid destaca que períodos de maior consumo podem ter procura específica por categorias determinadas, o que reforça a importância de uma cadeia de abastecimento sincronizada, com monitoramento constante de estoque, reposição eficiente e visibilidade da demanda real.

Continua depois da publicidade

Veja a matéria completa aqui!

- Publicidade - spot_img

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui