Uma pesquisa recente, fruto da parceria entre a ABBC (Associação Brasileira de Bancos) e a Nexus, revelou que a maioria dos beneficiários do INSS, 56% para ser exato, busca o empréstimo consignado por uma necessidade financeira urgente. Desses, 35% usam os recursos principalmente para quitar dívidas atrasadas, um dado que sublinha a pressão econômica enfrentada por essa parcela da população. Além disso, o pagamento de despesas diárias (34%) e gastos médicos (28%) também figuram como destinos significativos para esses empréstimos.
O levantamento pinta um cenário preocupante da saúde financeira dos aposentados e pensionistas, com 53% dos entrevistados admitindo ter dívidas em atraso. Apenas 14% classificam sua situação econômica como “ótima” ou “boa”. As despesas domiciliares são a principal preocupação para 51% dos participantes, e 32% se preocupam com o pagamento de dívidas ou outros empréstimos. Essa realidade é ainda mais intensa considerando que 88% dos entrevistados são responsáveis pelo sustento da casa, e 59% são os únicos provedores, dependendo do crédito consignado para cobrir o essencial.
A importância do empréstimo consignado para a organização financeira desses indivíduos é inegável, com 70% afirmando que sua indisponibilidade traria um impacto negativo. A facilidade de contratação é um ponto positivo, com 84% considerando o processo “fácil ou muito fácil”, seja por meio do atendimento presencial em agências (30%) — valorizado pela segurança — ou pelos canais digitais (53%), preferidos pela praticidade e rapidez.
No entanto, o processo não está livre de obstáculos. Bloqueios mensais de benefícios para novas contratações pelo INSS e impedimentos nos primeiros 90 dias do benefício foram mencionados como dificuldades. A pesquisa, que entrevistou 1.200 aposentados e pensionistas em todo o país entre 10 e 22 de fevereiro de 2026, com margem de erro de 2,8 pontos percentuais, reforça a urgência e a dependência desses empréstimos para a estabilidade financeira de muitos.
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