Um vídeo do vereador Mateus Batista (União), de Joinville, provocou indignação nas redes sociais após ele afirmar que, sem controle do fluxo migratório vindo do Norte e Nordeste, Santa Catarina se tornará um “grande favelão”. A declaração, considerada xenofóbica por opositores, reacendeu o debate sobre preconceito e discriminação contra migrantes no estado.
A vereadora Vanessa da Rosa (PT) foi uma das primeiras a reagir, classificando o discurso como racista e ofensivo à própria história de Joinville, construída por pessoas vindas de várias regiões.
Batista, ligado ao MBL, tenta sustentar a polêmica apresentando uma proposta de “controle migratório”, já entregue ao deputado federal Kim Kataguiri (União-SP). A ideia, inspirada em modelos europeus, prevê que novos moradores tenham até 14 dias para comprovar residência formal, sob risco de restrições.
A fala e a proposta geraram forte repercussão, expondo o conflito entre a pauta migratória, o pacto federativo e acusações de preconceito, num debate que promete se estender muito além das fronteiras catarinenses.
ENTENDA MAIS
– Reação imediata: A fala gerou repercussão e foi rebatida pela vereadora Vanessa da Rosa (PT), que classificou o discurso como racista e ofensivo à população que ajudou a construir Joinville.
– Origem da controvérsia: A declaração surgiu durante críticas de Batista ao pacto federativo, relacionando migração a problemas sociais e de infraestrutura.
– Proposta apresentada: O vereador diz ter levado ao deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) uma ideia de projeto de lei que daria autonomia aos municípios para gerir o fluxo migratório. A inspiração, segundo ele, viria de modelos adotados na Alemanha.
– Regras sugeridas: Entre os pontos, estaria a exigência de que novos moradores comprovem residência (aluguel ou compra de imóvel) em até 14 dias após a chegada. Batista defende que a proposta teria validade nacional, não apenas em Santa Catarina.

