Goleiro Bruno pode admitir que sabia da morte de Eliza Samudio

Confissão do amigo Macarrão complicou Bruno (Foto: ANDRÉ MOURÃO/AGÊNCIA O DIA/AE)

O goleiro Bruno Fernandes de Souza poderá confessar, pela primeira vez, que sabia da morte de Eliza Samudio. Deverá alegar, porém, que seu ex-assessor Luiz Henrique Romão, o Macarrão, planejou todo o crime sozinho.

É essa a estratégia que seu principal advogado, Lúcio Adolfo da Silva, indica que deverá adotar no julgamento que terá início na segunda-feira, 4.

Ele não dá como certa a utilização da tese. Garante que vai manter a versão de que Bruno não é o mandante.

O trabalho para defender Bruno se complicou desde novembro quando Macarrão confessou o assassinato de Eliza e apontou seu ex-patrão como o mentor do crime. Para o Ministério Público, a confissão de Macarrão, embora parcial (não quis entregar o assassino), só reforçou a tese sustentada desde o começo de que Bruno é o mentor do crime. Assim, a Promotoria vê a condenação como certa.

Para advogados envolvidos no caso, essa delação é o principal indício contra Bruno. Até então, o que mais pesava contra Bruno era o fato de ele ter mentido publicamente, após um treino do Flamengo, de que fazia dois ou três meses que não via Eliza.

Embora faça mistério sobre toda a sua tese, o advogado diz que não pode “negar a realidade”: a existência do testemunho do Macarrão e sua condenação a 15 anos de prisão pela morte de Eliza.

Advogados ouvidos pela reportagem afirmam que, embora a defesa esteja em situação “desfavorável”, não é possível dar como certa a condenação. “A tática, com certeza, será a desconstrução do interrogatório do Macarrão. Dizer que ele mentiu para ter benefício de pena”, disse Luiz Flávio Gomes.

O Povo Online

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