
Ainda não há um parecer definitivo de quando será o retorno às aulas presenciais nas escolas da rede pública estadual no Ceará, mas análises do governo e da Secretaria Estadual da Educação (Seduc) indicam que a retomada não deve acontecer de forma simultânea para todas as unidades. A afirmação foi feita pela vice-governadora Izolda Cela, na manhã desta quinta-feira (8).
Segundo Izolda, o retorno também deve seguir o escalonamento de níveis e a restrição na quantidade de alunos por turma. Em entrevista ao G1, a vice-governadora destacou que a avaliação da retomada irá considerar a condição de cada unidade escolar. Embora integrem a mesma rede de ensino, algumas escolas estaduais poderão voltar às atividades presenciais e outras não, ou as aulas poderão recomeçar em períodos distintos em cada instituição.
A orientação, ressalta Izolda Cela, é a “obediência à avaliação sanitária”. “Acho absolutamente imprudente se tomarmos a decisão de dizer: retorno é tal dia para todas as escolas de forma universal. Nós temos claro que isso não é possível. Temos situações e elementos relacionados ao contexto de cada escola que precisam ser considerados”, garante.
A necessidade de escalonamento ocorre devido à infraestrutura de cada unidade, mas também leva em consideração o perfil das equipes e dos servidores, explica Izolda. Outro aspecto que impede um retorno generalizado é a condição de acesso dos alunos às escolas. “Como os alunos chegam àquela unidade, que tipo de transporte eles precisam acessar. Precisamos saber, em casos de escolas que ficam em distritos em áreas rurais, se esse transporte está existindo”, pondera.
Não há um parecer definitivo do governo quanto ao retorno, mas, segundo a vice-governadora, o posicionamento atual da Seduc é de concordância com a volta presencial, apesar da complexidade da decisão.
“Todos nós (gestores e trabalhadores da Educação) temos um objetivo comum, o retorno com segurança. Da parte da Seduc, nós não podemos dizer ‘não vamos voltar este ano, vamos voltar no próximo’. Não podemos dizer isso. Se tomarmos essa atitude é perigoso que, no começo do próximo ano, nós estejamos ainda com interrogações. No trabalho da Seduc, eles estão empenhados em organizar as coisas para voltar logo que possível”.

