Governo do Estado lança 2ª etapa da campanha de combate a febre aftosa

O secretário Nelson Martins participou do lançamento da campanha
FOTO: ALCIDES FREIRE

 

A segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa no Ceará foi lançada na manhã de ontem, na Fazenda de Experimentação Agropecuária da Universidade Estadual do Ceará (Uece), em Guaiuba, a 26 Km de Fortaleza, informa o Diário do Nordeste.

 

A meta para esta etapa é superar os números da primeira fase, quando o Estado alcançou 93% do rebanho de bovino e bubalinos. “Isso significa imunizar mais de 2,5 milhões de cabeças de um total de 2,7 milhões de animais”, afirma o titular da Secretaria do Desenvolvimento Agrário, Nelson Martins.

 

Apesar das dificuldades com uma das piores secas dos últimos anos, o Ceará, confirma Martins, irá manter o calendário dessa etapa que se encerra no dia 30 deste mês. “O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) flexibilizou o período de imunização para os municípios nordestinos em situação de emergência devido à estiagem.

 

No entanto, entendemos que até janeiro, o prazo final dado pelo governo federal, não modifica em nada o quadro de seca no nosso estado, por isso, convocamos os criadores para vacinar seu rebanho até o fim do mês”.

 

A dose da vacina custa, em média, R$ 1,50 e a multa para quem não cumprir o prazo chega a R$ 13,43 por cabeça. Além disso, no criador não poderá participar de feiras agropecuárias e seu gado ficará restrito a propriedade rural. Também não poderá tirar a Guia de Trânsito Animal (GTA). De acordo com o presidente da Agência de Defesa Agropecuária (Adagri), Augusto Júnior, a segunda etapa da campanha é mais um marco da campanha contra a aftosa no Ceará para que este alcance o status de zona livre com vacinação. Atualmente, o estado está na faixa do risco médio para a doença. “É importante a participação de todo o criador, seja pequeno ou grande, pois essa é uma das exigências do Mapa para sermos reconhecidos como zona livre para a aftosa”, frisa.

 

A superintendente do Mapa no Ceará, Maria Luíza Rufino destaca que se o Ceará cumprir a meta da vacinação, a perspectiva é que até março de 2013 o Estado consiga mudar de faixa. “Por isso, em paralelo à vacinação, estamos colhendo material do rebanho para a sorologia. Também uma das exigências”.

 

A vacinação, destaca Maria Luíza, é um dos passos mais importantes para o que Ceará saia da zona de risco médio da aftosa e alcance a zona livre com vacinação, o que vai permitir abertura do comércio de animais com outros Estados. Apenas Bahia e Sergipe são os Estados nordestinos livres da doença.

 

“Passando para o status de livre com vacinação, o Ceará poderá comercializar animais e os produtos derivados destes com todos os demais Estados do Brasil e também para o Exterior. Atualmente, o Ceará está impedido de comercializar e enviar rebanhos e produtos para os Estados que estão livres da doença”, destaca ela. Atualmente, Santa Catarina é o único Estado brasileiro livre de febre aftosa sem vacinação. Os Estados do Ceará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas estão na zona de médio risco, realizando um esforço conjunto para melhorar de classificação.

 

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