O autoteste para detectar a presença do vírus HIV no organismo já está disponível em muitas farmácias do Brasil. O produto, que custa entre R$ 60 e R$ 70, pode ser comprado sem receita médica e a testagem produz resultado 10 minutos após o sangue entrar em contato com o reagente. Com a chegada do exame, o Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo publicou uma nota sobre a nova tecnologia.

“Esse exame é parecido com os que ofertamos nos serviços da rede municipal especializada em DST/Aids e nas unidades básicas de saúde. Também é possível encontrar o teste nas unidades móveis em várias regiões da cidade”, informou a psicóloga Cristina Abbate, coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids.
A gestora destacou ainda que, aos domingos, o Programa Municipal realiza, na Av. Paulista, das 12h às 16h, uma ação de testagem de HIV e sífilis. Além dos exames, a equipe oferece informações sobre sexo seguro e prevenção combinada.
O Brasil é o primeiro país da América Latina e Caribe a disponibilizar o autoteste em farmácias. O produto é uma ferramenta importante para aumentar a capacidade de diagnóstico do vírus. Identificar a presença do HIV em 90% das pessoas infectadas é uma das metas da Organização das Nações Unidas (ONU) para 2020.
“É preciso atenção e cuidado ao fazer o teste sozinho, pois é possível que haja erro no manuseio ou má interpretação do resultado, já que há a chance de ser um ‘falso positivo’ ou ‘falso negativo’”, alertou Cristina Abbate.
Para Elza Maria Alves Ferreira, consultora técnica do programa, os autotestes ajudam a ampliar a prevenção na cidade. “A testagem é muito importante, é fundamental as pessoas terem conhecimento da sua sorologia”, afirmou.
Resultado
Segundo a farmacêutica Orange Life, que produz o kit no país, o teste tem 99,9% de precisão, mas só detecta a presença do HIV ao menos 30 dias após a relação sexual em que houve a transmissão. Antes disso, o organismo do indivíduo ainda não produziu anticorpos – e são eles que apontam a presença do vírus durante o teste. Caso o resultado seja negativo, é recomendável repetir o teste mais vezes, 30 dias depois, 60 dias depois e 90 dias depois. Além dos instrumentos para a realização do teste, a embalagem do teste contém os contatos do Disque Saúde (136) e um número da própria empresa farmacêutica, que também prestará informações ao usuário gratuitamente.
Sobre ‘falso positivo’ ou ‘falso negativo’, o infectologista Robinson Fernandes Camargo, consultor técnico do Programa de DST/Aids, esclareceu que há diversos fatores que podem alterar o resultado do exame. Se uma pessoa tomou uma vacina recentemente contra influenza AH1N1, por exemplo, o teste pode dar positivo, sem a pessoa necessariamente ter HIV.
“Só um profissional da saúde saberá analisar esses fatores. Quando isso [falso positivo ou falto negativo] acontece, o teste precisa ser refeito”, disse dr. Robinson.
E se der positivo?
Segundo o médico, manter a calma é fundamental caso o autoteste dê positivo para o HIV. “A nossa recomendação é para que essa pessoa procure um dos nossos 26 serviços da rede municipal especializada em DST/Aids. Os serviços oferecem profissionais capacitados para acolher e aconselhar os usuários. Então, não há motivo para desespero, o diagnóstico de HIV não é mais sinônimo de morte. É possível conviver com o vírus sem problemas e com muita saúde.”
Robinson explicou também que mesmo que dê positivo o paciente passará por outros exames confirmatórios, inclusive os de sangue. Casos os resultados se mantenham, terá início o tratamento. “Quanto antes isso acontecer, melhor”, completou.
Para mais informações entre em contato diretamente com o Programa de Aids clicando aqui. O serviço conta ainda com perfis oficiais nas redes sociais.
Fonte: Agência de Notícias da Aids com informações do Programa

