
Cerca de 700 pessoas foram às ruas nesta sexta-feira (31/mar) em Milagres-Ce, para protestar contra a Reforma da Previdência Trabalhista proposta pelo presidente Michel Temer (PMDB), assim como também, protestar contra o projeto da terceirização aprovado na última semana, na Câmara dos Deputados. Em Milagres, a manifestação contou com a presença de entidades escolares da rede municipal e estadual, trabalhadores da rede pública e da privada e lideranças políticas.


Aos brados de palavras de ordem, parcialmente “FORA TEMER”, a concentração foi em frente a Escola Estadual Antônia Lindalva de Moraes, percorreu várias ruas da cidade com paradas em pontos estratégicos para discursos e terminou em frente à Câmara Municipal, onde os manifestantes participaram da sessão ordinária e tiveram ciência da moção de repúdio Nº 001/207 de autoria do presidente Ubelardo dos Santos, a qual repudia contra a proposta da Emenda à Constituição Federal PEC 287, sobre a reforma da Previdência. A moção foi votada na sessão da semana passada e o único que se manteve contra foi o vereador Fernando Sampaio que é do PMDB, o mesmo partido do atual presidente Michel Temer.
#ForaTemer e quem apoiar a Pec!
Nas faixas, nos cartazes, nas palavras de ordem, nos discursos e até nos rostos dos participantes, além de serem contra a previdência, os manifestantes se mostravam contra o Presidente Michel Temer e os outros políticos que votarem a favor da reforma da previdência. A promessa de votarem contra os apoiadores da PEC 287 foi fortemente defendida.
Veja Fotos do protesto
Entenda mais
Nos dias 8 e 15 de março, pelo menos 500 mil pessoas foram às ruas contra a Reforma da Previdência. Mesmo assim, na última semana, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de terceirização que, entre outras coisas, permite que esta forma de relação de trabalho se expanda até para as atividades.
Apesar das propagandas na televisão, no rádio e nas redes sociais, Michel Temer e o PMDB não conseguiram ganhar o conjunto da população para referendar as contra reformas. São medidas impopulares, que podem ser derrubadas. Mas, para isso, as respostas nas ruas precisam estar à altura dos ataques.
Os manifestantes defendem que são direitos históricos dos trabalhadores que estão sendo retirados.


