Cláudio Melo Filho, ex-executivo da Odebretch, afirmou que Romero Jucá, Renan Calheiros e Eunício Oliveira formam uma espécie de “núcleo dominante” no Senado federal, atuando em favor do PMDB na troca de propina por apoio a propostas favoráveis à empreiteira. A informação consta em relato prévio de acordo de delação premiada junto a investigadores da Operação Lava Jato.

De acordo com Melo Filho, o grupo formado pelos três políticos “é bastante coeso com suas atuações e possui enorme poder de influência sobre outros parlamentares”. Os senadores teriam em suas mãos o poder de “ditar os rumos de algumas matérias” dentro da Casa.
Ao detalhar o esquema de propina repassada pela Odebrecht ao PMDB, o ex-executivo afimou que Romero Jucá era figura central no recebimento dos pagamentos e responsável pela distribuição do montante a Renan Calheiros e Eunício Oliveira.
Cláudio ainda disse na delação que o presidente Michel Temer pediu, em 2014, R$ 10 milhões ao empreiteiro Marcelo Odebrecht.
Com informações da Agência Brasil.

