A condução parece tranquila mas as turbulências podem surgir. A indicação de Eunício Oliveira (PMDB) à presidência do Senado, em sucessão ao peemedebista Renan Calheiros (AL), tem simpatia do Palácio do Planalto, mas, se o consenso não for firmado, pode ser que Eunício tenha de enfrentar seu principal aliado nas últimas eleições, o senador tucano Tasso Jereissati.
Isso porque o PSDB reivindica o apoio do governo Michel Temer e da bancada de deputados do PMDB para chegar ao comando da Câmara dos Deputados, enquanto o atual presidente, Rodrigo Maia (DEM), tenta uma brecha jurídica para que possa se reeleger e também articula o apoio dos peemedebistas.

Condição
Segundo interlocutores do ninho tucano, caso o Palácio do Planalto venha a interferir na disputa da Câmara em desfavor da candidatura do deputado tucano Antônio Imbassahy (BA) poderá interferir na sucessão de Renan. Nesse caso, um dos nomes do PSDB cotados para concorrer à presidência do Senado é o do senador Tasso Jereissati, que já foi presidente do partido e que está no segundo mandato como senador. Outra possibilidade seria Ricardo Ferraço (ES), “pelo perfil combativo e ambicioso”, segundo interlocutores do PSDB.
Espaço
O deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB) não escondeu o interesse do partido de ampliar sua participação tanto na Câmara Federal quanto no Senado. Segundo ele, a sigla possuía uma “sinalização” para assumir a chefia da Câmara, porque, de acordo com o parlamentar, normalmente, há uma divisão entre os partidos. Entretanto, acrescenta ele, a candidatura ainda está sendo trabalhado pela presidência do PSDB.
Mais perto
No início da semana passada, Michel Temer decidiu atuar pessoalmente para evitar disputas. Ele convidou lideranças tucanas para um jantar, dentre eles o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, e o senador Tasso Jereissati, que chegou ao final do encontro. Contudo, ninguém comentou o teor da conversa.
Eunício
A indicação de Eunício à presidência da Casa já havia sido negociada há dois anos, no pacote que incluiu a eleição de Renan ao cargo e a de Romero Jucá (RR) ao comando do PMDB. No novo xadrez, se Eunício se eleger, Renan poderia ficar com o seu posto de líder do PMDB na Casa. Para se eleger presidente da Casa, o senador precisa do voto de 41 dos 80 colegas. O PMDB de Eunício tem 19 parlamentares no Senado.
Oposição
Dentro do bloco da oposição, do qual o PT faz parte ao lado de senadores que votaram contra o impeachment, também existe a possibilidade de uma candidatura própria. O nome cotado é o do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Mas, os oposicionistas sabem que não possuem votos para eleger um presidente do Senado, por isso, a candidatura seria somente uma forma de o grupo político “marcar posição” na disputa, aproveitando o espaço para fazer frente ao Palácio do Planalto.
Com informações do OE. Conteúdo: Politica com K.


