Estupro coletivo de menina de 17 anos causa revolta e mobilização na web
Após a divulgação do caso de uma adolescente de 17 anos que foi estuprada por 30 homens, internautas criaram uma mobilização contra a cultura de estupro no País. A polícia investiga quem participou da ação no Rio. Imagens da jovem depois do estupro coletivo foram divulgadas no Twitter. A vítima passou por exames e prestou depoimento na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). O caso corre em sigilo.
No Facebook, usuários divulgam a imagem de uma mulher crucificada no símbolo de Vênus, além de cobrar medidas das autoridades e da sociedade contra a banalização dos casos de estupro e violência contra a mulher. No Twitter, as hashtags #umdiasemestupro, #estuprocoletivo #estupro ganharam destaque na divulgação do caso.
Fonte: MSN
Jovem vítima de estupro coletivo agradece mensagens na internet
‘Eles iriam matá-la’, desabafa parente da adolescente. Suspeito era ex-namorado e cometeu crime por vingança, diz parente.

A adolescente que foi vítima de um estupro coletivo em uma comunidade da Zona Oeste do Rio fez um desabafo e agradeceu as mensagens de apoio na noite desta quinta (26) na internet. “Venho comunicar que roubaram meu telefone e obrigada pelo apoio de todos. Realmente pensei que seria julgada mal”, escreveu a jovem.
“Um deles tinha sido namorado dela, que ela conheceu na escola. E isso foi uma vingança dele. Ele fez isso com ela e chamou mais 30 para fazer o mesmo. O pai dela nem aguenta falar que chora muito. Um ser humano que é capaz de fazer isso com uma menina de 16 anos só, cheia de sonho, né? E eles fazem isso. A família está assim, sem palavras”, lamentou.
A polícia pede que qualquer pessoa que tenha informações sobre um dos suspeitos de participação nesse crime entre em contato com o Dique-Denúncia através do telefone 2253-1177.
A família da adolescente disse que se sentiu aliviada pela vida da garota ter sido poupada. “Esse agente comunitário que veio trazê-la [para casa] eu acho que ele foi uma pessoa que salvou a vida dela, porque eles iriam matá-la. Porque é isso que eles fazem, né. Não é normalmente a história que a gente conhece? Eles estupram e matam”, disse a parente da adolescente.
A polícia já identificou pelo menos quatro homens envolvidos no crime. A adolescente de 16 anos foi estuprada no sábado (21) numa comunidade da Zona Oeste. Em depoimento à polícia, ela disse que foi até a casa de um rapaz com quem se relacionava há três anos. Ela se lembra de estar a sós na casa dele e só se lembra que acordou no domingo, em uma outra casa, na mesma comunidade, com 33 homens armados com fuzis e pistolas. Ela destacou que estava dopada e nua.
A garota retornou para casa na terça-feira (24). “Ela chegou descalça, descabelada, com aspecto de que tinha se drogado muito e com uma roupa masculina toda rasgada. Provavelmente eles deixaram ela nua e ela vestiu aquilo pra vir em casa”, contou a parente. A família teria questionado a menina o que havia acontecido, mas ela não revelou nada.
Jovem postou foto da vítima e ironizou o suposto estupro (Foto: Reprodução)Ainda na terça-feira, segundo contou a pessoa da família, a menina teria voltado à comunidade para tentar reaver seu celular, que foi roubado. Um agente comunitário foi quem a acolheu, ao perceber como ela estava, a conduziu para junto da família novamente.
A família só soube do estupro na quarta-feira (25), quando fotos e vídeos exibindo a adolescente nua, desacordada e ferida estava sendo compartilhado na internet pelos agressores, que ironizam o próprio crime.
“Eu e a mãe, choramos muito ao vê o vídeo. O pai dela não aguenta falar que chora muito. Nosso sentimento é de tristeza, de indignação, estamos estarrecidos de ver até que ponto chega a maldade humana. A família está sem palavras, consternada”, desabafou a avó da garota. A ouvidoria do Ministério Público recebeu mais de 800 denúncias sobre esse caso.
Nesta quinta-feira (26) a adolescente foi ao médico e tomou um coquetel para evitar doenças sexualmente transmissíveis. A Secretaria Municipal de Saúde disse que ela vai ter acompanhamento psicológico.
A OAB do RJ disse, em uma nota de repúdio, que um ato repulsivo como este nos mostra que precisamos combater diariamente a cultura do machismo. A Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal divulgou uma nota pedindo rapidez e rigor na identificação de todos os envolvidos.
Fonte: G1

