Professores e demais servidores da educação de Milagres-CE saíram às ruas para uma manifestação, na manhã desta quinta-feira (17/03) para protestar. O movimento foi convocado pelo Sindicato dos Professores e Servidores em Educação e Cultura do Estado e Municípios do Ceará (APEOC) de Milagres, seguindo as ações em nível nacional acontecido nos dias 16 a 17 deste mês.

A caminhada contou com a colaboração e presença de profissionais do estado e do município, além de colaboradores da educação de Mauriti. O evento saiu da Frente da Escola Estadual Dona Antônia Lindalva de Morais, percorreu ruas no centro da cidade, parou em pontos estratégicos para as falas dos representantes.
Nas faixas e cartazes exibidos durante a passeata os educadores perguntaram “Quem se preocupa com o professor?” e “Se a educação liberta por que não investir nela?” Afirmou que “Gestor que quer respeito cumpre a lei” e anunciou aos “Pais/Mães, Alunos/Alunas e a Sociedade em geral (que) essa luta é por uma educação de qualidade”!
Sobre as reivindicações
Em suas falas, os representantes da categoria deixaram claro que as principais reivindicações são reajuste salarial no percentual de 11.36% (onze ponto trinta e seis por cento) sobre salários pagos em dezembro de 2015 em cumprimento a Lei 11.738/2008 para todos os docentes. (Estado e Município); melhoria da qualidade da merenda ofertada aos estudantes; aprovação do Plano de Cargos, carreiras e Salários dos Profissionais da área de Educação (merendeiras auxiliares de serviços gerais, vigias); concurso Público imediato para suprir todos os cargos dos Profissionais do Magistério da Administração Municipal, e transparência com os gastos referentes à educação e cumprimento da Lei de Acesso à Informação Pública.
Em Milagres

Junior Lima Presidente da APEOC/Milagres, durante as suas falas deixou claro que a categoria está buscando da gestão municipal mais transparência, e disse que eles continuarão a lutando para que a Lei de Acesso à Informação (nº 12.527, de 18 /11/2011) seja cumprida pela municipalidade.
Ainda sobre o assunto, o presidente chegou a mencionar que a APEOC/Milagres, em nome da categoria, solicitou informações em 12 ofícios no ano de 2015 enviados à gestão e que a gestão municipal repasse informações sobre a educação milagrense e nenhum deles, foi respondeu até então.
A categoria busca dede o ano passado, informações como: Quantos funcionários tem no município, e quais os critérios para a seleção. O professor Junior chegou a indagar que os critérios de seleção seriam políticos.
Sobre o aumento salarial
Para falar sobre o aumento a nota divulgada no Facebook, na tarde desta quarta-feira (16/03) pelo Prefeito Hellosman Sampaio, onde afirmava que o gestor irá assegurar um reajuste salarial para a categoria no índice de percentual de 12 %, retroativo a janeiro de 2016, superando ao que foi estabelecido pelo governo federal (CLIQUE AQUI e relembre), Junior lima disse que o gestor estava cumprido a obrigação, pois a determinação é a nível federal, e que a categoria “agradecia, mas não aplaudia”, e que “seria digno de aplauso se ele (o gestor) desse o aumento além do determinado em lei”.
O professor Junior Lima questionou o porquê do gestor não ter concedido o aumento salarial, antes de saber sobre o movimento.
Além do aumento salarial
Os profissionais dizem que o movimento reivindica além do aumento salarial, segundo suas palavras, em Milagres a busca é por mais valorização, por transparência, por melhor estrutura, qualidade da ne merenda escolar entre outros.
Movimento “politiqueiro”
O presidente da APEOC/Milagres também discorreu sobre o possível comentário de a manifestação ser um movimento “politiqueiro”. Junior defendeu que o movimento não seria partidário e sim, que a única bandeira defendida por eles é a educação.
E ainda questionou o fato de o sábado (12/03) ter estar marcado como dia letivo para o município, e os alunos terem sidos liberados, no mesmo dia em que aconteceu um evento político promovido para os jovens, pelo PMDB (partido do gestor). Junior classificou o fato de “muita coincidência”, e ainda disse que se o a suspensão da aula tenha sido por esse motivo “ai sim seria um fato politiqueiro”.

