Uma iniciativa do estudante do curso de Licenciatura Interdisciplinar em Ciências Naturais e Matemática da Universidade Federal do Cariri, Antônio Barros de Souza, está inovando a maneira como os estudantes da Escola de Ensino Fundamental Afonso Tavares de Luna, em Brejo Santo, aprendem Ciência. O projeto “Ciência do Campo, uma cultura para todo dia” aproxima assuntos da disciplina com o uso das tecnologias digitais, relacionando o cotidiano dos estudantes do 6º ao 9º ano com o conteúdo abordado em sala.
O projeto idealizado por Antônio iniciou, de maneira voluntária, em julho deste ano. No início a intenção era trabalhar apenas com estudantes dos 7º e 8º anos, mas logo as atividades foram ampliadas, abrangendo quantidade maior de estudantes. Hoje são cerca de 200 pessoas envolvidas no programa.
“Junto com o professor Francisco Pereira Junior, percebi que os assuntos de Ciência não eram abordados de forma interessante e interativa nas salas de aula, foi então que surgiu a ideia de trabalhar o cotidiano das crianças relacionado com a matéria”, comenta Antônio.
A escola Afonso Tavares de Luna fica no Sítio Timbaúba, em Brejo Santo. O nome é o mesmo da árvore que fornece madeira para fabricação de pequenos barcos e canoas. Foi esse o mote de uma das aulas de campo promovida pelo projeto: junto aos jovens, relacionar o nome da comunidade onde vivem com a planta tão popular no Nordeste.
A implantação do projeto na escola resultou em outra iniciativa, dessa vez dos próprios estudantes de ensino fundamental. Lucas Santos e Maria Tavares, do 8º ano, idealizaram a primeira feira de ciências do colégio para apresentar os trabalhos feitos durante o projeto. Segundo o estudante da UFCA,“eles passaram de sala em sala perguntando aos colegas quem tinha interesse em participar da feira, houve uma ótima adesão. Foram feitas apresentações expositivas de teatro e experimento de cunho científico”.
Após o resultado do projeto Ciência do Campo, os estudantes pediram aos gestores da escola fundamental e aos orientadores do programa que as atividades se tornassem permanentes no planejamento anual da escola. O pedido foi atendido e no próximo ano o programa continua como exercício integrado à rotina de aulas.

