FOTO: JOSÉ LEOMAR

 

O deputado Welington Landim (PSB) comemorou, ontem, durante pronunciamento na Assembleia Legislativa, a evolução do Ceará na doação de órgãos. Na oportunidade, o parlamentar citou manchete do Diário do Nordeste, publicada na última segunda-feira (5), dando conta de que o Ceará é o segundo Estado em doações de órgãos efetivas no Brasil. “Superamos São Paulo. O Ceará já tem 22 doadores por cada grupo de um milhão da população, quase o dobro de doadores se comparado com a média nacional, que é de 13 por cada grupo de um milhão”, destacou.

 

Conforme Landim, só perdemos para Santa Catarina, e estamos na frente do Distrito Federal e do Rio Grande do Sul. Porém, alerta, há um entrave: nem todo cearense ainda se conscientizou da importância da doação de órgão. O deputado destacou a Campanha Doe de Coração, da Fundação Edson Queiroz com apoio do Sistema Verdes Mares e parceria da Universidade de Fortaleza (Unifor) que, de acordo com ele, vem procurando ao longo de vários anos estimular a sociedade para “esse ato de amor” que é a doação de órgãos.

 

Para ser um doador, enfatiza, não é necessário fazer nenhum documento por escrito, bastando que a família esteja ciente da sua vontade. “Por isso, o passo principal é conversar com a sua família e deixar bem claro o seu desejo de doar. Esta luta tem que continuar e ser intensificada porque doar é mais do que solidariedade. É um gesto capaz de salvar vidas. O ato de doar é realmente um ato de amor, de esperança e de conscientização”, defendeu.

 

Landim aponta que 34% das famílias cearenses consultadas responderam não à doação. Este percentual chega a 65% no Brasil. “A nossa taxa de negativa familiar ainda é muito alta”, comenta, informando que os países mais conscientes são a Espanha e Portugal, enquanto o Brasil ainda ocupa o oitavo lugar no mundo em doação de órgão.

 

Mas por outro lado, o deputado considera que o Ceará tem um grande potencial de crescimento, principalmente a partir da Campanha Doe de Coração, que hoje, ressalta, tem o apoio de toda a imprensa e da sociedade cearense. Segundo lembra, o aumento no número de doações representa também aumento no número de transplantes. Landim revela que em 1988 foram 173 transplantes realizados no Estado e neste ano, até o último dia 5, o Ceará já realizou 1.037.

 

Segundo o parlamentar, em 2008 e 2009 o Ceará ficou em primeiro lugar em número de transplantes por cada grupo de milhão da população. No primeiro semestre de 2012, aponta, o Estado registrou, por milhão da população, 4,0 transplantes de coração, figurando em segundo lugar no Brasil, depois do Distrito Federal, com 7,8 transplantes, e à frente de São Paulo, com 1,9, de acordo com o Registro Brasileiro de Transplantes.